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Empresas europeias projetam impacto maior em 2026 devido a tarifas dos EUA e tensões comerciais

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As empresas da Europa estão se preparando para enfrentar um impacto mais significativo em 2026 devido às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e às tensões comerciais, segundo levantamento da BusinessEurope. Em 2025, os efeitos foram parcialmente contidos graças a estratégias de antecipação de exportações, conhecidas como “front-loading”.

Tarifas e incertezas devem frear crescimento em 2026

De acordo com a pesquisa, as tensões comerciais reduziram o PIB europeu de 2025 em cerca de 0,03 ponto percentual. No entanto, a expectativa é que o efeito negativo aumente para 0,5 a 0,6 ponto percentual em 2026, com a zona do euro sendo a mais afetada.

O estudo ainda projeta que, entre 2025 e 2027, o impacto das tarifas e da incerteza sobre o crescimento da região pode atingir aproximadamente 0,7 ponto percentual.

Alcance da pesquisa

A pesquisa contou com a participação de 36 federações empresariais nacionais de países da União Europeia, além de representantes do Reino Unido, Suíça, Turquia e Ucrânia. O levantamento avaliou a percepção das empresas sobre os efeitos das tarifas e a falta de previsibilidade no comércio internacional.

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Persistem preocupações mesmo após acordo UE-EUA

Apesar da redução da incerteza política após o acordo comercial firmado entre a UE e os EUA em julho, as empresas europeias continuam alertas quanto à falta de previsibilidade futura.

Segundo o grupo, os riscos de médio prazo ao crescimento europeu incluem efeitos econômicos retardados e possíveis futuras tarifas norte-americanas, que ainda geram dúvidas sobre o cenário econômico da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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