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Empresária do Piauí Impulsiona Empreendedorismo Local Através de Iniciativas no Setor Agropecuário

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Teresina, capital do Piauí, é reconhecida pelo IBGE como o terceiro município com a melhor qualidade de vida nas regiões Norte e Nordeste. A cidade, que se destaca na indústria, também é conhecida por sua contribuição ao setor agropecuário. Localizada na cidade, a Fazenda África, de propriedade de Rossana e Eduardo Aboud, é um exemplo de como o setor pode promover empreendedorismo e desenvolvimento regional.

Após doze anos residindo em diversos países africanos, como Angola, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Quênia, a advogada e empreendedora Rossana Aboud decidiu retornar ao Brasil com seu marido em 2020. “A pandemia nos fez refletir sobre a importância de estarmos próximos da família e avaliar nosso momento pessoal”, explica Rossana.

Com uma sólida experiência em gestão corporativa, o casal contratou um consultor para aprender sobre pecuária de corte e, em 2021, inaugurou a Fazenda África, uma propriedade de 20 hectares. Desde então, o casal começou a compartilhar seu cotidiano no campo por meio das redes sociais. A página da Fazenda África já conta com 20 mil seguidores no Instagram. Em 2023, Rossana foi reconhecida no Prêmio Mulheres do Agro, uma iniciativa da Bayer em parceria com a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio).

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Comprometida com a transparência e a educação, Rossana tem investido na divulgação de suas práticas, focando no bem-estar animal e na qualidade da carne. A Fazenda África utiliza técnicas avançadas para a produção de capim, irrigação e manejo sanitário. “A sustentabilidade na Fazenda África é baseada em três pilares: social, econômico e ambiental. Utilizamos água da chuva para otimizar nossa irrigação por gotejamento, o que resulta em economia de recursos hídricos”, destaca Rossana.

Além de compartilhar sua rotina e práticas de gestão nas redes sociais, a Fazenda África promove cursos e eventos voltados para a capacitação e crescimento dos colaboradores, oferecendo um modelo de gestão transparente e oportunidades de desenvolvimento profissional. “Nosso modelo de gestão é aberto e incentivamos a participação dos colaboradores, oferecendo aulas de tratoria e integração com profissionais de outras fazendas”, afirma.

Rossana também se envolveu em iniciativas sociais, como o Prêmio Mulheres do Agro, que reconhece mulheres que se destacam na gestão sustentável de suas propriedades. Ela se inscreveu no prêmio, mesmo sem experiência prévia, e usou a oportunidade para alinhar seu modelo de negócios com práticas recomendadas. “Participar desses projetos me trouxe novas experiências e a oportunidade de integrar iniciativas como o ‘Movimento Mulheres de Fibra’ e o ‘Instituto Cultivar Progresso’”, diz.

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Com o apoio dessas iniciativas, Rossana contribui para a construção de uma clínica escolar para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que beneficiará mais de 300 crianças no sul do Piauí. Além disso, participa do Movimento Mulheres de Fibra, que visa promover a transformação social e o desenvolvimento local no município de Sebastião Leal.

“Queríamos mostrar para outras mulheres o que fazemos e ajudá-las a desenvolver suas ideias. A comunicação e o reconhecimento do nosso trabalho são fundamentais para agregar valor ao que fazemos”, explica Rossana. Após o sucesso com a Fazenda África, Rossana voltou a se inscrever no Prêmio Mulheres do Agro em 2023, sendo reconhecida na categoria de Pequena Propriedade. “O prêmio trouxe validação pessoal e profissional. Convido outras mulheres do setor a se inscreverem e mostrarem seu trabalho. É uma oportunidade para destacar nossas conquistas e impulsionar nosso desenvolvimento”, conclui.

As inscrições para produtoras rurais no Prêmio Mulheres do Agro se encerram na próxima quarta-feira, 31 de julho, e podem ser realizadas por meio do site da premiação

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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