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Embrapa e Fundação Meridional lançam trigo BRS Macuco com alta produtividade e qualidade industrial

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A Embrapa Soja e a Fundação Meridional apresentam a nova cultivar de trigo BRS Macuco, destacada pelo elevado potencial produtivo, sanidade e qualidade industrial. O lançamento ocorrerá durante o Dia de Campo de Inverno, no dia 22 de agosto, a partir das 8h, nas instalações da Embrapa Soja, em Londrina (PR).

BRS Macuco: trigo com força de glúten e características industriais superiores

O trigo BRS Macuco é classificado como tipo melhorador, possuindo alta força de glúten, ideal para a produção de farinha de qualidade premium, utilizada em pães e massas. Segundo o pesquisador Manoel Bassoi, da Embrapa Soja, a cultivar mantém estabilidade de qualidade em todas as regiões indicadas, garantindo boa liquidez junto à indústria moageira.

Além disso, a BRS Macuco apresenta ciclo médio de 62 dias da emergência ao espigamento e resistência ao acamamento, característica que favorece sua produtividade e manejo.

Potencial produtivo acima da média do mercado

Testes em 49 ambientes das regiões tritícolas do Paraná, Santa Catarina e São Paulo indicaram rendimento médio de 4.334 kg/ha, superando significativamente a média estadual do Paraná, que em 2024 foi de aproximadamente 2 mil kg/ha.

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O gerente executivo da Fundação Meridional, Ralf Udo Dengler, ressalta que a BRS Macuco integra o portfólio de 22 cultivares de trigo lançadas em 25 anos de parceria com a Embrapa, atendendo a demanda por produtividade, sanidade e qualidade industrial.

Sanidade e tolerâncias agronômicas

A nova cultivar apresenta tolerância às principais doenças foliares, incluindo oídio, ferrugem e manchas foliares, além de resistência à germinação na espiga e ao alumínio tóxico do solo. Esses atributos tornam a BRS Macuco uma alternativa confiável para triticultores que buscam produtividade aliada à qualidade e sanidade.

A cultivar é recomendada para todas as regiões tritícolas de Santa Catarina (1 e 2), Paraná (1, 2 e 3) e sul de São Paulo (região 2).

Contexto da produção de trigo no Brasil

Em 2024, quase 8 milhões de toneladas de trigo foram colhidas no Brasil, sendo 80% produzidos no Paraná e no Rio Grande do Sul. Com o término do plantio em julho de 2025, a área no Paraná registrou redução de 27%, passando de 1,15 milhão para 834 mil hectares, segundo a Conab.

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Apesar da diminuição da área, a Conab projeta que a produtividade poderá compensar a queda, mantendo a produção próxima aos níveis de 2024. O trigo desempenha papel estratégico na agricultura brasileira, contribuindo para rotação de culturas, controle de pragas e erosão do solo, conforme destaca Bassoi.

Dia de Campo de Inverno: lançamento e estações técnicas

O lançamento da BRS Macuco ocorrerá junto com a cultivar IPR Batovi. O evento contará com quatro estações técnicas:

  • Variedades de Trigo e Triticale da Embrapa
  • Variedades de Trigo e Triticale do IDR-Paraná
  • Sistema Trigo/Soja: manejo outonal de plantas daninhas (pesquisador Fernando Adegas)
  • Importância do trigo para o sistema de produção (pesquisador Henrique Debiasi)

Interessados podem se inscrever no evento pelo link: https://encurtador.com.br/AcRKd.

BRS Macuco

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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