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Embarques e Recuperação de Preços Amenizam Impactos da Entrada da Safra de Arroz

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A continuidade dos embarques de arroz em casca durante o pico da entressafra e a recuperação dos preços na Bolsa de Chicago têm amenizado os impactos da iminente entrada da safra brasileira de arroz no mercado. Essa análise foi feita pelo consultor e analista da Safras & Mercado, Élcio Bento, que observa que, apesar da expectativa de maior oferta, o cenário se mantém relativamente equilibrado.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, o preço médio do arroz em casca era de R$ 98,32 por saca de 50 quilos nesta quinta-feira (13), uma leve queda em relação aos R$ 99,72 do dia 6 de fevereiro. Em comparação com o mês anterior, a retração foi de 1,91%, e, no confronto com o mesmo período do ano passado, a desvalorização alcançou 15,79%.

Segundo Bento, a queda mensal está relacionada à aproximação da intensificação da colheita, que não afeta apenas o Rio Grande do Sul, mas também outras regiões produtoras. Estima-se que, entre março e abril, cerca de 80% da produção total de arroz no Brasil será colhida. Já a diminuição significativa em relação ao ano passado se deve ao aumento expressivo da estimativa de produção.

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Expectativas de Produção e Dados da Conab

De acordo com a Safras & Mercado, a produção brasileira de arroz para a safra 2024/25 deverá crescer cerca de 1,3 milhão de toneladas, um aumento de 12,3% em comparação ao ano anterior. No Rio Grande do Sul, espera-se uma colheita de 835 mil toneladas a mais do que em 2024, o que representa um aumento de 11,8%.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou em seu quinto levantamento para a safra de arroz 2024/25 que a produção nacional deverá alcançar 11,79 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% sobre as 10,58 milhões de toneladas de 2023/24. O número foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior de 11,98 milhões de toneladas.

O Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção, deverá alcançar 7,99 milhões de toneladas, com um crescimento de 11,7%. A área plantada no estado será de 951,9 mil hectares, um aumento em relação aos 900,6 mil hectares da safra anterior. A produtividade esperada é de 8.402 quilos por hectare, superior aos 7.950 quilos registrados na safra passada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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