AGRONEGÓCIO

Embarques de Milho do Brasil Registram Queda de 24% em Outubro, Influenciados pela Concorrência com os EUA

Publicado em

O Brasil registrou uma queda de 24% nos embarques de milho em outubro de 2024, comparado ao mesmo mês do ano passado, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta quarta-feira (06). O volume total exportado de milho não moído (exceto milho doce) foi de 6.406.204,6 toneladas, representando apenas 75,82% do total embarcado em outubro de 2023, que foi de 8.448.437,7 toneladas.

A média diária de exportações neste mês foi de 291.191,1 toneladas, o que representa uma redução de 24,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média diária foi de 402.306,6 toneladas. Na última semana de outubro, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou sua previsão de embarques para 5,92 milhões de toneladas, reduzindo a estimativa anterior de 6,24 milhões de toneladas.

Fatores que Impactam a Competitividade do Brasil no Mercado Internacional

Francisco Queiroz, analista do Itaú BBA, aponta que a desaceleração nas exportações brasileiras de milho se deve à combinação de uma safra menor na temporada 2023/24 e aos preços elevados do cereal nacional, que o tornam menos competitivo em relação ao milho dos Estados Unidos. Segundo Queiroz, o milho americano é atualmente o mais barato do mercado global, o que tem atraído a demanda internacional para os Estados Unidos em detrimento do Brasil.

Leia Também:  Eventos populares e religiosos movimentam Cuiabá no Carnaval; confira programação

“Hoje, o milho dos Estados Unidos domina o mercado global, tirando a competitividade do Brasil, que enfrenta uma oferta reduzida e preços mais altos”, explica o analista. Ele acrescenta que, enquanto o Brasil tem aproximadamente 32 milhões de toneladas de milho comprometidas para exportação até o momento, no mesmo período do ano passado o país já havia garantido exportações de quase 50 milhões de toneladas, o que reflete a queda nas vendas externas.

Impacto no Faturamento e Preço Médio de Exportação

O impacto dessa queda nas exportações também é refletido no faturamento, que atingiu US$ 1,278 bilhão em outubro de 2024, uma redução de 32,8% em comparação com o mesmo mês de 2023, quando o valor foi de US$ 1,902 bilhão. A média diária de receita caiu de US$ 90,602 milhões para US$ 58,108 milhões.

Além disso, o preço médio do milho brasileiro também sofreu uma diminuição, recuando 11,4%, de US$ 225,20 por tonelada em outubro de 2023 para US$ 199,60 por tonelada em outubro de 2024.

Leia Também:  Exportações do agronegócio brasileiro alcançam recorde histórico em julho, somando US$ 15,44 bilhões

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Ourofino Agrociência fecha ciclo com receita de R$ 2 bilhões e amplia investimentos em inovação para o agro brasileiro

Published

on

A Ourofino Agrociência encerrou o ciclo 2025/2026 reforçando sua estratégia de crescimento baseada em inovação, sustentabilidade e proximidade com o produtor rural. Em seu Relatório Anual 2025/2026, a companhia apresentou resultados financeiros sólidos, expansão de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e avanços importantes em eficiência operacional, mesmo diante de um cenário desafiador para o agronegócio brasileiro.

Marcado por volatilidade nos mercados agrícolas, restrições de crédito e pressão cambial sobre a cadeia de insumos, o período exigiu adaptação e disciplina operacional das empresas do setor. Nesse contexto, a Ourofino Agrociência manteve sua trajetória de investimentos e fortalecimento de sua atuação no mercado nacional.

Receita alcança R$ 2 bilhões e lucro supera R$ 170 milhões

De acordo com o relatório, a companhia registrou receita líquida de R$ 2 bilhões no período, além de EBITDA ajustado de R$ 178,2 milhões e lucro líquido de R$ 171,8 milhões.

O desempenho também foi influenciado pelo reconhecimento de créditos tributários relacionados à Subvenção para Investimento vinculada ao Convênio ICMS nº 100/97, após decisões favoráveis nos tribunais superiores e análises contábeis aplicáveis.

Os resultados refletem a estratégia da empresa de manter equilíbrio financeiro e eficiência operacional em um ambiente de negócios mais complexo para o setor agropecuário.

Estrutura robusta fortalece atuação nacional e internacional

Com presença consolidada no agronegócio brasileiro, a Ourofino Agrociência opera uma estrutura composta por duas unidades industriais em Uberaba (MG), sede administrativa em Ribeirão Preto (SP), sete centros de distribuição, um centro tecnológico de pesquisa, desenvolvimento e inovação e três estações experimentais agrícolas localizadas em importantes regiões produtoras do país.

A companhia também mantém operações internacionais por meio de um escritório em Xangai, na China, e representação em Nova Delhi, na Índia, fortalecendo o relacionamento com mais de 60 fornecedores globais e ampliando sua integração com a cadeia internacional de suprimentos.

Leia Também:  Abertas inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024 de cafés especiais
Produção supera 95 milhões de quilos e litros de defensivos agrícolas

Ao longo do exercício, a empresa reforçou sua participação no mercado brasileiro por meio de um portfólio diversificado de defensivos agrícolas voltados às necessidades da agricultura tropical.

Foram produzidos mais de 95 milhões de quilos e litros equivalentes de produtos, atendendo mais de 1.400 clientes em diferentes regiões do país.

Além da atuação comercial, a companhia promoveu encontros técnicos, eventos de capacitação e iniciativas de relacionamento com produtores, distribuidores e parceiros estratégicos, ampliando sua presença junto ao setor produtivo.

Inovação recebe mais de R$ 78 milhões em investimentos

A inovação continuou sendo um dos pilares centrais da estratégia corporativa da Ourofino Agrociência.

Durante o ciclo, a empresa investiu mais de R$ 50 milhões em pesquisa e desenvolvimento e outros R$ 28,1 milhões em infraestrutura voltada à inovação, totalizando mais de R$ 78 milhões direcionados ao avanço tecnológico.

Entre as principais linhas de pesquisa estão:

  • Desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos;
  • Aplicações de nanotecnologia na agricultura;
  • Tecnologias baseadas em RNA de interferência (RNAi);
  • Soluções digitais para monitoramento e gestão agrícola;
  • Ferramentas voltadas à agricultura de precisão.

A companhia também ampliou sua participação em programas de inovação aberta e fortaleceu parcerias com ecossistemas tecnológicos nacionais e internacionais voltados à agricultura tropical.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

O relatório evidencia avanços importantes na agenda ambiental da empresa.

Segundo a companhia, 100% da energia consumida em seu complexo industrial teve origem em fontes renováveis durante o período analisado. Além disso, mais de 128 mil quilos e litros de produtos foram recuperados e reaproveitados nos processos industriais, reduzindo desperdícios e promovendo maior eficiência no uso dos recursos.

Leia Também:  Nova vacina contra a dengue chega ao Brasil na próxima semana

Projetos de melhoria contínua implementados ao longo do ciclo também geraram impactos financeiros superiores a R$ 4 milhões, combinando ganhos econômicos com avanços em sustentabilidade operacional.

Agricultura digital e gestão da qualidade estão entre prioridades para o próximo ciclo

Para os próximos anos, a Ourofino Agrociência pretende intensificar investimentos em gestão da qualidade, integração de processos, uso de indicadores de desempenho e ferramentas digitais voltadas à tomada de decisão.

A estratégia também prevê a ampliação das soluções tecnológicas oferecidas ao produtor rural, acompanhando a transformação digital que vem remodelando a agricultura brasileira.

Segundo a empresa, o objetivo é continuar desenvolvendo tecnologias capazes de aumentar a produtividade, otimizar recursos e contribuir para uma produção agrícola cada vez mais sustentável.

Empresa aposta na evolução do agro brasileiro

Mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo setor, a Ourofino Agrociência mantém uma visão positiva sobre o futuro da agricultura nacional.

A companhia reforça que seguirá investindo em inovação, desenvolvimento de pessoas e relacionamento com produtores rurais, buscando ampliar sua contribuição para o fortalecimento do agronegócio brasileiro e para a construção de sistemas produtivos mais eficientes, competitivos e sustentáveis.

Com investimentos crescentes em tecnologia e pesquisa, a empresa consolida sua posição entre os principais agentes de inovação voltados à agricultura tropical e ao desenvolvimento do campo brasileiro.

Relatório Anual 2025/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA