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Embarques de açúcar recuam nos portos brasileiros; volume exportado e receita diária também caem em maio

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O número de navios programados para embarcar açúcar nos portos brasileiros caiu na semana encerrada em 21 de maio. Segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, 79 embarcações aguardavam para carregar o produto, contra 86 na semana anterior, encerrada em 14 de maio.

Volume agendado para exportação também apresenta queda

O volume de açúcar programado para embarque totaliza 3,147 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 3,519 milhões de toneladas registrados na semana anterior. A maior parte desse volume deve sair pelo Porto de Santos (SP), com 2.154.517 toneladas. Outros portos também aparecem na programação:

  • Paranaguá (PR): 710.044 toneladas
  • São Sebastião (SP): 76.475 toneladas
  • Imbituba (SC): 72.000 toneladas
  • Maceió (AL): 65.756 toneladas
  • Recife (PE): 32.300 toneladas
  • Itajaí (SC): 32.000 toneladas
  • Suape (PE): 16.262 toneladas
  • Outro embarque adicional em Itajaí (SC): 20.000 toneladas
Variedades de açúcar a serem exportadas

As cargas previstas para exportação são compostas por diferentes tipos de açúcar:

  • VHP (Very High Polarization): 2.953.884 toneladas
  • TBC (Tipo Bruto para Consumo): 32.738 toneladas
  • Cristal B150: 59.000 toneladas
  • Refinado A45: 85.500 toneladas
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O relatório da Williams Brasil considera tanto os navios já atracados quanto os fundeados à espera de atracação e os que têm chegada prevista até o dia 26 de junho.

Exportações em maio apresentam recuo expressivo na receita e no volume

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, em maio, com 11 dias úteis computados, a média diária de receita com as exportações de açúcar e melaços foi de US$ 37,848 milhões, enquanto o volume médio diário exportado chegou a 83,565 mil toneladas.

Até o momento, foram exportadas 919.221 toneladas, gerando US$ 416,330 milhões em receita, a um preço médio de US$ 452,90 por tonelada.

Comparação com maio de 2024 mostra queda acentuada

Em relação à média diária registrada em maio de 2024, houve queda de 43,7% na receita (US$ 66,354 milhões no ano passado). O volume diário exportado caiu 37,5% frente às 133,965 mil toneladas embarcadas por dia em maio de 2024. O preço médio também recuou, passando de US$ 496,30 para US$ 452,90 por tonelada, uma redução de 8,7%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Leite longa vida dispara quase 14% e lidera pressão da inflação ao consumidor em maio, aponta FGV

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O leite longa vida voltou a pressionar o bolso do consumidor brasileiro e ganhou protagonismo nos indicadores econômicos de maio. De acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o produto acumulou alta de 13,85% no período e foi o principal responsável pela pressão inflacionária observada no Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10).

O levantamento mostra que, apesar da forte elevação do leite no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) desacelerou em maio. Após avançar 0,88% em abril, o indicador registrou alta de 0,68% neste mês, refletindo a queda de preços em alguns itens importantes do consumo diário.

A disparada do leite chama atenção do setor agropecuário, especialmente da cadeia leiteira, que acompanha de perto o comportamento dos preços tanto no campo quanto no varejo. O alimento possui forte peso no orçamento das famílias brasileiras e qualquer oscilação costuma ter impacto direto nos índices de inflação.

Energia, combustíveis e gás também pressionaram inflação

Além do leite longa vida, outros itens contribuíram para elevar a inflação ao consumidor em maio. A energia elétrica residencial apresentou alta de 1,64%, enquanto o perfume avançou 6,64% no período.

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Os combustíveis também tiveram influência no índice. A gasolina subiu 0,80%, enquanto o gás de botijão registrou elevação de 2,60%, aumentando os custos para consumidores e produtores rurais.

No agronegócio, o comportamento dos combustíveis e da energia elétrica possui impacto estratégico sobre os custos operacionais. O diesel afeta diretamente o transporte de insumos, o escoamento da produção e a logística no campo. Já a energia elétrica pesa sobre sistemas de irrigação, refrigeração, armazenagem e ordenha mecanizada, especialmente na pecuária leiteira.

O avanço desses custos ocorre em um momento de atenção do setor produtivo em relação às margens operacionais, principalmente em atividades de maior consumo energético.

Café, etanol e transporte urbano registraram queda

Na contramão da alta do leite, alguns produtos apresentaram retração nos preços e ajudaram a conter um avanço mais forte da inflação em maio.

Segundo a FGV, a tarifa de ônibus urbano caiu 1,20%, enquanto o café em pó ficou 2,37% mais barato. O etanol também registrou queda relevante, com retração de 1,76% no período.

A maçã apresentou baixa de 4,59%, e os aparelhos telefônicos celulares tiveram redução média de 0,84%.

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A queda do etanol é acompanhada com atenção pelo setor agropecuário, já que o combustível possui importância estratégica nas operações logísticas e no transporte diário, especialmente em regiões com forte presença de veículos flex.

Mercado do leite segue no radar do agronegócio

O comportamento do leite longa vida reforça a sensibilidade do alimento dentro da economia brasileira. Oscilações nos preços da cadeia leiteira impactam diretamente consumidores, varejo, indústria e produtores rurais.

Para o agronegócio, acompanhar os indicadores da inflação e os movimentos do mercado de alimentos se tornou essencial para avaliar tendências de consumo, custos de produção e perspectivas de rentabilidade nos próximos meses.

Os números divulgados pela FGV mostram que o leite permanece entre os produtos mais relevantes na composição dos índices econômicos nacionais, mantendo o setor leiteiro no centro das atenções do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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