AGRONEGÓCIO

Embaixador da Índia visita Cuiabá e anuncia parceria para Festival Indiano e Semana da Yoga

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O Parque da Família Mahatma Gandhi, na Orla do Porto, recebeu na manhã de terça-feira (4) uma visita especial: o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, esteve no local para prestar homenagem a Mahatma Gandhi, símbolo mundial da paz e da não violência. A agenda marcou o início de um diálogo promissor entre a Índia e a Prefeitura de Cuiabá, voltado ao fortalecimento cultural, turístico e econômico da capital mato-grossense.

O embaixador, que está no Brasil desde junho deste ano, veio em missão diplomática para se apresentar ao Governo de Mato Grosso e ao município de Cuiabá. Durante a visita, ele anunciou duas iniciativas que prometem aproximar ainda mais as culturas indiana e cuiabana: a Semana da Yoga, programada para junho de 2026, e o Festival Indiano, que reunirá arte, gastronomia, música e tradições do país asiático.

“O Parque Mahatma Gandhi é reconhecido pelo governo indiano e já serve como uma referência dessa presença cultural no centro geodésico da América do Sul. A visita do embaixador reforça a amizade entre os povos e abre portas para novas parcerias”, destacou Gustavo Vandoni, secretário-adjunto municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA).

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Além de Vandoni, participaram da recepção Karina Colety, da Unidade de Assuntos Internacionais da Casa Civil, Alex de Deus, presidente da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo de Mato Grosso, e equipes da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico.

Revitalização e novas parcerias

O Parque da Família Mahatma Gandhi, sob gestão da Limpurb, também está incluído no programa de revitalização de áreas públicas da Prefeitura. Segundo Vandoni, a meta é unir esforços do setor público, da iniciativa privada e da comunidade para garantir a conservação e o uso pleno desses espaços.

“Queremos criar uma ponte entre o poder público, o setor privado e os cidadãos, para que os parques e praças sejam mantidos de forma sustentável. Mesmo com as restrições orçamentárias atuais, estamos buscando novos investimentos e parcerias externas para viabilizar esses projetos”, explicou.

A proposta de revitalização acompanha o esforço da atual gestão para requalificar equipamentos urbanos e ampliar a oferta de lazer e cultura na cidade.

Cultura, turismo e desenvolvimento

Para Vandoni, eventos como o Festival Indiano e a Semana da Yoga representam muito mais do que celebrações culturais. Eles integram a estratégia de dinamizar o turismo e movimentar a economia local.

“Esses eventos trazem visitantes, geram renda, estimulam o comércio e a rede de serviços, além de fortalecer o sentimento de pertencimento dos cuiabanos. Nosso papel é facilitar e integrar as ações entre as secretarias envolvidas, Cultura, Ordem Pública, Mobilidade, Segurança e Limpurb, para transformar essas iniciativas em oportunidades de desenvolvimento”, afirmou.

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Pontes internacionais

Durante a visita, a equipe da SDTA reforçou o interesse em aprofundar o diálogo com a Embaixada da Índia e ampliar o intercâmbio em áreas como cultura, tecnologia e investimentos.

“Já estabelecemos contato direto com a Embaixada da Índia em Brasília e planejamos uma visita institucional, possivelmente junto ao prefeito Abílio. Assim como fizemos com a Embaixada da Itália, queremos estreitar laços para construir novas oportunidades comerciais e culturais entre Cuiabá e a Índia”, concluiu Vandoni.

Com a visita do embaixador e os novos projetos anunciados, Cuiabá reforça seu papel como cidade aberta ao diálogo internacional, um ponto de encontro entre tradições, culturas e oportunidades que unem o centro da América do Sul à vibrante diversidade da Índia.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mosrta embaixador da Índia e secretário-adjunto da SDTA ladeados por assessores.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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