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Emater-MG Apresenta Portfólio de Emendas Parlamentares aos Deputados Mineiros

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) promoveu, em Belo Horizonte, uma reunião com deputados e assessores para apresentar seu Portfólio de Emendas Parlamentares. Neste encontro, foram destacadas quase quarenta oportunidades de aplicação de recursos financeiros em projetos voltados para o fortalecimento da agricultura familiar no estado.

As emendas parlamentares, tanto em nível estadual quanto federal, possibilitam a aquisição de bens e serviços disponibilizados pela Emater-MG, contribuindo para o fortalecimento das comunidades rurais. Esses recursos visam oferecer mais tecnologia, sustentabilidade e eficiência na produção, além de modernizar as práticas agrícolas e melhorar a qualidade de vida no campo.

Otávio Maia, presidente da Emater-MG, enfatizou o alcance da empresa em Minas Gerais e seu conhecimento das diferentes realidades regionais. “Além de garantir toda a logística necessária para a execução dos benefícios gerados pelas emendas parlamentares, possuímos uma análise técnica de viabilidade e um acompanhamento posterior à entrega dos recursos, o que potencializa os resultados para a população”, afirmou.

O Portfólio

O Portfólio de Emendas Parlamentares da Emater-MG é organizado em seis seções principais, cada uma focada em áreas essenciais para o desenvolvimento da agricultura familiar em Minas Gerais. Essas divisões visam oferecer soluções específicas para as diversas demandas do setor rural, facilitando a aplicação dos recursos disponíveis. As seções são:

  • Inovação e Tecnologia: Propõe soluções tecnológicas que modernizam as práticas no campo, como a inseminação artificial de rebanhos bovinos, geração de energia solar e kits de conexão à internet, com o intuito de aumentar a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais.
  • Sustentabilidade e Meio Ambiente: Foca em projetos que promovem o uso eficiente de recursos naturais, incluindo equipamentos de irrigação inteligente, abastecimento de água e saneamento rural, assegurando a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida nas comunidades.
  • Mecanização Agrícola: Apresenta propostas voltadas à modernização das atividades agrícolas por meio da aquisição de equipamentos, como tratores e implementos, que otimizam o trabalho no campo e aumentam a produtividade dos pequenos produtores.
  • Melhoria da Qualidade da Produção: Visa fortalecer cadeias produtivas, como a do leite e do café, por meio de investimentos em laticínios e ferramentas de beneficiamento, agregando valor aos produtos agrícolas e ampliando a renda dos produtores.
  • Desenvolvimento Econômico Rural: Oferece suporte à comercialização e à economia local, com iniciativas como a montagem de feiras livres e a doação de sementes, incentivando o desenvolvimento econômico nas áreas rurais.
  • Fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural Pública: Destina recursos à modernização da estrutura da Emater-MG, garantindo uma assistência técnica e extensão rural mais eficiente e ágil aos agricultores familiares.
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Durante o evento, foi exibido um vídeo com depoimento do governador Romeu Zema, que destacou o trabalho da Emater-MG e a importância de investir em ações que assegurem a sucessão familiar no meio rural. “Nosso objetivo é melhorar ainda mais a vida dos mais de 350 mil micro e pequenos agricultores do estado. Muitos deles estão na agricultura familiar, e queremos que seus filhos tenham mais oportunidades e interesse em continuar a atividade que seus pais exercem. O portfólio é fundamental para o futuro do nosso estado”, afirmou o governador.

O evento também contou com a presença do secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Ricardo Albanez, e do diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Antônio Carlos de Moraes.

Valores de 2023

Em 2023, as emendas parlamentares aplicadas em projetos e serviços da Emater-MG totalizaram R$ 22,3 milhões, sendo R$ 14 milhões provenientes de emendas federais e R$ 8,3 milhões de emendas estaduais. A empresa atua em 817 municípios do estado, prestando atendimento anual a 350 mil produtores, a maioria deles agricultores familiares.

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Portfólio de Emendas Parlamentares da Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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