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Em mercados voláteis, o clima também influencia os preços do petróleo; entenda os motivos

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Além disso, as tensões no Oriente Médio continuam crescendo com a escalada da crise do Mar Vermelho e o conflito aberto entre o Irã e o Paquistão. Como resultado desses eventos, os principais índices de referência fecharam a semana com ligeiros ganhos, com o WTI encerrando a US$ 73,41 (+1,0%) e o Brent a US$ 0,27 (+0,34%).

Uma das principais contenções contra as restrições de fornecimento da OPEP+ em 2023 foi o aumento da produção de petróleo de países não membros, sendo um dos mais significativos os Estados Unidos.

“Com mais petróleo disponível no país, houve menos necessidade de importação. No entanto, o inverno rigoroso está reduzindo essa disponibilidade, com a Dakota do Norte perdendo aproximadamente 650 mil barris por dia (bpd) da sua produção. Além disso, as tensões no Oriente Médio seguem aumentando a sensação de risco de interrupção do abastecimento mundial. Esses eventos estão fortalecendo o backwardation nos principais índices de referência do petróleo”, diz Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da companhia.

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Clima extremo afeta a produção de petróleo bruto na Dakota do Norte

As baixas temperaturas se tornaram um novo fator de volatilidade no mercado, levando a preços mais altos em todo o complexo energético. Esse sentimento de alta foi impulsionado pela redução de 50% na produção de petróleo bruto em Dakota do Norte, aproximadamente 650.000 bpd de sua produção típica de 1,24 milhão de bpd de petróleo.

De acordo com o analista, “a produção de gás natural, essencial para a rede elétrica do país, também foi duramente atingida. O clima frio congelou os poços de gás, causando a menor produção em 11 meses na semana passada. A recuperação aos níveis normais pode levar mais um mês. Isso levou o balanço energético um pouco mais em direção ao déficit, provavelmente pressionando os estoques de petróleo bruto e aumentando as retiradas do armazenamento subterrâneo de gás nos Estados Unidos”.

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À medida que os estoques físicos diminuem, os preços dos contratos futuros próximos ficam mais caros, o que é conhecido como backwardation. Enquanto o WTI reflete os riscos de perdas de produção devido às baixas temperaturas, o Brent vem sofrendo com as tensões geopolíticas no Mar Vermelho.

“E aqui vale a pena observar um risco significativo para o mercado. Se, por um lado, o primeiro deve ser reduzido com o fim do inverno, por outro lado, os conflitos no Oriente Médio podem durar mais tempo, o que deve resultar em um backwardation mais forte para o Brent em comparação com seu par dos EUA, o WTI”, observa Victor.

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Crise no Mar Vermelho aumenta os custos de transporte

O aumento dos custos de transporte marítimo já é uma realidade, podendo alimentar pressões inflacionárias, já que grande parte do comércio global passa próxima ao Mar Vermelho.

Apesar da maioria dos navios ainda usar a rota, há empresas que estão enviando suas embarcações para navegar ao redor do Cabo da Boa Esperança, no sul da África, o que acaba gerando mais custos e viagens mais longas.

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“Isso está afetando a competitividade do Brent, onde o prêmio do contrato do primeiro mês em relação ao segundo mês subiu para mais de US$ 0,30 na última sexta-feira. Portanto, gradualmente, as refinarias europeias estão vendo suas margens serem exprimidas com o aumento dos custos. Um desafio adicional para um continente que está lidando com altas taxas de juros, demanda reduzida e risco de recessão”, conclui.

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As reduções temporárias na produção de petróleo e gás são um alívio para os países exportadores, que vêm lutando para sustentar seus preços. As temperaturas frias serão uma variável importante a ser observada nas próximas semanas, que caso perdurarem por mais tempo do que esperado, deverão oferecer mais suporte ao complexo energético. Contudo, elas devem reduzir a mobilidade, contribuindo para a formação de estoques de produtos refinados, algo que deverá impactar os cracks da gasolina e heating oil (diesel). Ainda, contratos futuros do gás natural podem se beneficiar, mas os amplos estoques devem limitar os ganhos.

Portanto, as frias temperaturas parecem ser um novo catalisador de volatidade para o complexo energético, alimentando um sentimento mais altista nos próximos dias. Se produtos como petróleo e gás natural podem tirar vantagem desse cenário, o mesmo não se pode das margens das refinarias que deverão ser impactadas pela mobilidade restringida pelo frio e insumos mais caros.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Audiência pública debate avanços e desafios da causa animal em Cuiabá

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O prefeito Abilio Brunini participou ativamente da audiência pública realizada nesta sexta-feira (9), na Câmara Municipal de Cuiabá, para apresentação e discussão das ações voltadas à causa animal no município. O encontro, conduzido pela vereadora Samantha Íris, reuniu representantes da sociedade civil, protetores, autoridades e vereadores, em mais de quatro horas de debates, questionamentos e propostas sobre as políticas públicas de Bem-Estar Animal na capital.

Durante a audiência, a A secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, também apresentou números das ações desenvolvidas pela gestão municipal. Em 10 meses, foram contabilizados 4.170 atendimentos realizados pela pasta, além de 807 serviços ofertados às ONGs e protetores independentes, incluindo atendimentos veterinários, castrações, vacinação e procedimentos de emergência. A secretaria também registrou 570 denúncias relacionadas a maus-tratos e outras ocorrências envolvendo animais somente em 2026.

Durante a abertura da audiência, Samantha Íris ressaltou a importância do diálogo permanente entre o poder público e a sociedade civil organizada. “A audiência pública é o momento para discutir aquilo que precisa ser feito, o que já foi feito e o que ainda precisa avançar. Tivemos conquistas importantes, como o fortalecimento da estrutura do Bem-Estar Animal e a aprovação de leis voltadas à causa animal. É fundamental ouvir todos os lados para alinharmos os objetivos de acordo com as necessidades da população e dos protetores”, afirmou a parlamentar.

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Também participaram da audiência os vereadores Coronel Dias, Dilemário Alencar e Daniel Monteiro, além de representantes da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, entidades protetoras e cidadãos interessados no tema.

Os debates se estenderam por mais de quatro horas, marcados por perguntas, questionamentos, críticas, sugestões e propostas apresentadas pelos participantes. O prefeito Abilio Brunini participou ativamente das discussões e, mesmo após o encerramento do tempo regimental da audiência, permaneceu no plenário para esclarecer dúvidas dos presentes e ouvir as reivindicações dos protetores e representantes da causa animal.

Durante sua fala, o prefeito destacou que a gestão busca consolidar políticas públicas permanentes para o setor e defendeu que o debate sobre proteção animal deve ser tratado com responsabilidade e ações concretas. Ele também abordou desafios enfrentados pela pasta no atendimento e acolhimento de animais, além da necessidade de ampliar a estrutura e os protocolos sanitários para garantir mais segurança no manejo dos casos atendidos pela secretaria.

A audiência pública ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá e teve como pauta a apresentação e discussão dos trabalhos desenvolvidos pela Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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