AGRONEGÓCIO

Em meio à forte seca, Conab distribui 50 mil cestas de alimentos para pequenos agricultores do Amazonas

Publicado em

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá oferecer suporte às famílias de agricultores afetados pela grave seca no estado do Amazonas. Em colaboração com os esforços do governo federal na região, a Conab reforçará o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a distribuição de cestas de alimentos no estado do Amazonas.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou: “O governo federal está trabalhando em todo o país para atender às necessidades, proporcionando apoio às pessoas e municípios afetados por desastres climáticos.”

Pretto está acompanhado pelo diretor de Operações e Abastecimento, Thiago dos Santos, e faz parte da comitiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) que se encontra no Amazonas. Em Manaus, eles participaram de uma reunião com o ministro Paulo Teixeira (MDA) e o governador do Amazonas, Wilson Lima.

A Conab dobrará os recursos destinados à aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar no Amazonas, por meio do PAA, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS). Essa ação é financiada com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Leia Também:  Dólar recua frente ao real após PIB forte sinalizar possível alta na Selic

Aproximadamente 50 mil cestas de alimentos serão entregues ao estado em parceria com o MDS e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O cronograma de distribuição, previsto para novembro e dezembro, está em processo de organização e será divulgado em breve, de acordo com a coordenação interministerial e as condições logísticas da região.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

Published

on

Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

Leia Também:  Mercado de Algodão no Brasil: Negócios Limitados e Preços em Baixa

Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

Leia Também:  Mercado do arroz segue pressionado por estoques elevados e queda nas exportações, aponta Itaú BBA
Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA