AGRONEGÓCIO
Em maio, IBGE prevê safra de 296,8 milhões de toneladas para 2024
Publicado em
13 de junho de 2024por
Da Redação
A área a ser colhida é de 78,3 milhões de hectares, aumento de 0,6% frente à área colhida em 2023, crescimento de 454.502 hectares e aumento de 0,6% (445.140 hectares) em relação a abril.
O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos, somados, representam 91,5% da estimativa da produção e respondem por 87,2% da área a ser colhida. Frente a 2023, houve acréscimos de 12,5% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,5% na do arroz em casca; de 6,1% na do feijão e de 3,3% na da soja, ocorrendo declínios de 4,7% na área do milho (reduções de 8,6% no milho 1ª safra e de 3,5% no milho 2ª safra); de 11,8% na do trigo e de 3,0% na do sorgo.
Em relação à produção, houve acréscimos de 9,9% para o algodão herbáceo (em caroço); de 2,3% para o arroz; de 7,0% para o feijão; de 0,5% para o sorgo e de 23,8% para o trigo, e decréscimos de 3,5% para a soja e de 12,7% para o milho (reduções de 14,5% no milho de 1ª safra e de 12,2% no milho de 2ª safra).

A estimativa de maio para a soja foi de 146,7 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 114,5 milhões de toneladas (23,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 90,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,5 milhões de toneladas; a do trigo em 9,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,5 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 4,3 milhões de toneladas.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para duas Grandes Regiões: a Sul (5,0%) e a Norte (8,5%). Houve variação anual negativa para as demais: Centro-Oeste (-12,8%), Sudeste (-8,5%) e Nordeste (-2,8%).
Quanto à variação mensal, apresentaram crescimento Nordeste (0,2%), Norte (0,8%) e Sudeste (2,3%), já as demais apresentaram declínio: Sul (-3,0%) e Centro-Oeste (-0,7%). Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,2%, seguido pelo Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (12,7%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,3%) e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 79,1% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (47,3%), Sul (28,2%), Sudeste (9,5%), Nordeste (8,8%) e Norte (6,2%).
Destaques na estimativa de maio de 2024 em relação ao mês anterior
Em relação a abril, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (7,8% ou 313.792 t), da aveia (4,4% ou 53.394 t), do feijão 3ª safra (3,5% ou 24.662 t), do café arábica (2,4% ou 59.152 t), do algodão herbáceo em caroço (2,0% ou 166.476 t), do tomate (2,0% ou 82.978 t), do café canephora (0,9% ou 10.731 t), do arroz (0,3% ou 27 247 t), bem como declínios nas estimativas de produção do feijão 2ª safra (-8,3% ou -128.643 t), do trigo (-2,5% ou -250.047 t), do feijão 1ª safra (-1,6% ou -16.670 t), do milho 1ª safra (-1,1% ou -271.069 t), do milho 2ª safra (-1,1% ou -1.033.677 t), da cevada (-1,1% ou –5.096 t), e da soja (-1,1% ou –1.589 779 t).
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 140,4 milhões de toneladas (47,3%); Sul, 83.8 milhões de toneladas (28,2%); Sudeste, 28,1 milhões de toneladas (9,5%); Nordeste, 26,2 milhões de toneladas (8,8%) e Norte, 18,3 milhões de toneladas (6,0%).
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior ocorreram no Mato Grosso (2.641.521 t), em Minas Gerais (629.997 t), em Rondônia (87.418 t), no Tocantins (63.040 t), no Ceará (28.983 t), no Maranhão (20.969 t), em Pernambuco (15.952 t) e no Acre (735 t). As variações negativas ocorreram no Mato Grosso do Sul (-3.356.708 t), no Rio Grande do Sul (-2.147.187 t), no Paraná (-457.000 t), em Goiás (-309.097 t), no Piauí (-1.570 t), e no Rio de Janeiro (-36 t).
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão é de 8,5 milhões de toneladas, acréscimo de 2,0% em relação ao mês anterior, devido aos crescimentos de 1,5% na área plantada e de 0,6% no rendimento médio. Em relação a 2023, o aumento na produção é de 9,9%, com a área plantada crescendo 12,5%. A produtividade das lavouras deve retrair 2,3% em relação à safra passada. Com essa previsão, o país deve colher mais um recorde na produção de algodão.
ARROZ (em casca) – A estimativa para 2024 aponta uma produção de 10,5 milhões de toneladas, acréscimo de 0,3% em relação a estimativa do mês anterior, e crescimento de 2,3% em relação ao volume produzido em 2023. Esse aumento deve-se, principalmente, à área plantada, que cresceu 6,0%, enquanto o rendimento médio teve uma retração de 3,9%.
No Rio Grande do Sul, que deve responder por mais de 69,3% da produção nacional, as condições climáticas não favoreceram o cultivo, apresentando queda na produtividade por conta do excesso de chuvas nos primeiros meses de implantação da cultura, assim como um maior período de nebulosidade, comprometendo diretamente o desempenho da cultura a campo. A produção rio-grandense deve atingir 7,3 milhões de toneladas, aumento de 2,6% em relação a 2023, em decorrência do aumento de 7,1% na área colhida, uma vez que a produtividade, de 8 208 kg/ha, apresentou uma redução de 4,3% frente à safra anterior. Importa ressaltar que, em função dos recentes aumentos de preços do cereal, na safra 2024 houve aumento das áreas de plantio, o que não acontecia há alguns anos, em função de muitos rizicultores estarem alternando as áreas de várzea com o plantio de milho e de soja, culturais até então mais rentáveis.
A preocupação, nesse momento, se concentra nas perdas advindas das fortes chuvas que acometeram o estado ao final de abril. Em relação a abril, a estimativa da produção está apresentando um declínio de 1,6%, com a área colhida e o rendimento médio tendo caído 0,9% e 0,7%, respectivamente.
CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,7 milhões de toneladas, ou 61,4 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,9% em relação ao mês anterior e de 7,7% em relação a 2023.
Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,5 milhões de toneladas, ou 42,3 milhões de sacas de 60 kg, aumentos de 2,4% em relação a abril e de 7,1% em relação ao ano anterior. Em 2023, embora a safra do café arábica fosse de bienalidade negativa, a produção apresentou crescimento, quando comparado com 2022, uma vez que o clima beneficiou as lavouras, promovendo uma “inversão dessa bienalidade”. Para a safra do corrente ano, se aguarda uma bienalidade positiva, portanto, um aumento da produção em relação ao ano anterior.
Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,1 milhão de toneladas ou 19,1 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 0,9% em relação ao mês anterior. Em relação a 2023, a produção deve aumentar 9,1%, resultado dos crescimentos de 6,3% no rendimento médio e de 2,7% na área colhida.
CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Com relação ao trigo (em grão), a produção deve alcançar 9,6 milhões de toneladas, declínio de 2,5% em relação à estimativa de abril; e crescimento de 23,8% em relação a 2023, quando o Brasil, apesar de inicialmente aguardar uma safra recorde do cereal, teve sua expectativa frustrada em decorrência de uma série de problemas climáticos, o que prejudicou as lavouras na região Sul. O rendimento médio, nesse comparativo, apresenta um crescimento de 40,4%.
A região Sul deve responder por 87,0% da produção tritícola nacional em 2024. No Rio Grande do Sul, principal produtor tritícola do país, com 44,0% do total nacional, em 2024, a estimativa de produção alcançou 4,2 milhões de toneladas, declínio de 6,4% em relação ao mês anterior e aumento de 61,0% em relação ao que foi produzido em 2023. Houve um crescimento de 78,2% na produtividade, portanto, uma recuperação da produção, muito afetada pelas condições climáticas desfavoráveis durante a safra de 2023. Contudo, os recentes eventos climáticos no Estado, referentes ao excesso de chuvas e inundações em grande parte do seu território pode comprometer a produção dos produtos de inverno, pois, além das perdas de produção nas lavouras no campo, ocorreram perdas significativas de solo por erosão. No Paraná, segundo maior produtor nacional de trigo, com participação de 38,7% no total, a produção foi estimada em 3,7 milhões de toneladas, declínio de 2,2% em relação a abril, e crescimento de 3,1% em relação à produção obtida em 2023. A área a ser plantada apresenta um declínio de 20,6% em relação ao ano anterior, e o rendimento médio um crescimento de 29,9%.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, aumentos de 4,4% em relação a abril e de 41,8% em relação a 2023. O rendimento médio apresentou crescimento de 5,1% em relação ao mês anterior e de 39,5% em relação a 2023, quando o clima adverso prejudicou as lavouras de aveia na Região Sul do País.
Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 460,2 mil toneladas, declínio de 1,1% em relação a abril e crescimento de 21,3% em relação ao ano anterior. O rendimento médio apresenta crescimento de 43,0% em relação a 2023, quando o clima adverso prejudicou as lavouras na Região Sul do País.
FEIJÃO (em grão) – A estimativa da produção de feijão para 2024, considerando-se as três safras, deve alcançar 3,2 milhões de toneladas, redução de 3,7% em relação ao mês anterior e aumento de 7,0% em relação a 2023. Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2024, possivelmente não havendo necessidade da importação do produto.
A produção da 1ª safra de feijão foi de 997,9 mil toneladas, uma redução de 1,6% frente à estimativa de abril. O rendimento médio esperado foi 1,3% menor, assim como a área colhida teve uma redução de 0,4%. Destaques negativos na estimativa de produção do Piauí (-12,9%), do Rio Grande do Sul (-11,9%) e do Mato Grosso do Sul (-54,0%).
A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, havendo redução de 8,3% frente ao último levantamento. A estimativa do rendimento médio foi reduzida em 9,1% e a estimativa da área a ser colhida aumento de 0,9%. Os estados com maiores reduções nas estimativas de produção foram o Paraná (-16,5%), o Rio Grande do Sul (-20,8%) e o Mato Grosso (-5,9%).
Com relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção foi de 736,3 mil toneladas, aumento de 3,5% na estimativa da produção e de 3,4% no rendimento médio, em relação ao mês de abril. A estimativa da área a ser colhida ficou praticamente estável. Dentre os nove estados que produzem nessa safra, seis mantiveram os números do mês anterior. Atualizaram as estimativas em maio Minas Gerais (4,6%), Mato Grosso (6,5%) e Goiás (3,2%).
MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho totalizou 114,5 milhões de toneladas, declínio de 1,1% em relação ao mês anterior e de 12,7% em relação a 2023. A redução mensal de 6,6% na produção do Rio Grande do Sul, assim como de 15,4% no Mato Grosso do Sul impactaram a produção brasileira.
O milho 1ª safra apresentou uma produção de 23,7 milhões de toneladas, redução de 1,1% em relação ao mês de abril, devido às reduções de 0,5% na produtividade (5 013 kg/ha) e de 0,6% na área a ser colhida, de 4,7 milhões de hectares, resultando em uma redução de 28,3 mil hectares. As Regiões Norte, Centro-Oeste e Sul apresentaram perdas de 1,2%, 1,4% e 3,2%, respectivamente, sendo que esta última apresentou declínio de 2,8% no rendimento médio. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, a perda da produção nacional foi de 14,5%, com reduções de 9,6% na área plantada e de 6,5% no rendimento médio.
A estimativa de produção do milho 2ª safra foi de 90,8 milhões de toneladas, declínio de 1,1% em relação ao mês anterior. O Paraná e o Mato Grosso do Sul, que possuem participações nacionais significativas, tiveram perdas importantes na produtividade, 2,4% e 22,2%, respectivamente, em decorrência das condições climáticas adversas. A estimativa da produção do Paraná foi de 13,2 milhões de toneladas, declínio de 2,3% em relação ao mês anterior, e para o Mato Grosso do Sul foi de 9,6 milhões de toneladas, declínio de 15,4%.
SOJA (em grão) – Influenciada, principalmente, pelos declínios mensais efetuados no rendimento médio no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, e no crescimento de área no Mato Grosso, a estimativa de produção nacional foi reduzida em 1,1%, o que representa um decréscimo de quase 1,6 milhão de toneladas. Com isso, a produção brasileira deve alcançar 146,7 milhões de toneladas, apresentando um decréscimo anual de 3,5% em comparação à quantidade produzida no ano anterior, mas que, ainda assim, deve representar quase a metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2024.
SORGO (em grão) – A estimativa de maio para a produção do sorgo foi de 4,3 milhões de toneladas, aumentos de 7,8% com relação ao obtido em abril e de 0,5% em relação ao obtido na safra 2023. O sorgo ocupou 1,3 milhão de hectares; 1,6% das áreas destinadas a cereais, leguminosas e oleaginosas na safra 2024, representando 1,5% de participação nessa produção. No comparativo com abril, a produção expandiu 7,8%, com a área crescendo 1,3%, mas, sobretudo, houve ganhos no rendimento médio, que aumentou 6,4%.
TOMATE – A quantidade produzida foi estimada em 4,2 milhões de toneladas, aumento de 2,0% em relação a abril, sendo justificado, em parte, pelo incremento de área (1,0%) e parte pelo aumento de rendimento médio (1,0%). Em relação à safra 2023, houve crescimento de 8,4% na produção, que pode ser atribuído ao aumento de 7,0% no rendimento médio, com 75.093 kg/ha, assim como a maior utilização de áreas de cultivo (0,9%).
Fonte: IBGE
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento
Published
2 dias agoon
21 de agosto de 2026By
Da Redação
O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).
A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.
Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.
A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.
O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.
As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.
Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.
Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.
Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.
Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.
O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.
Fonte: Pensar Agro
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