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Em ação inédita, produção de pequi da Emater será doada para Banco de Alimentos da OVG

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A Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) irá realizar a doação de 250 caixas de pequi para o Banco de Alimentos, programa do Goiás Social gerido pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO). O objetivo da iniciativa é contribuir com a alimentação de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social atendidas pela instituição. Desde o início da colheita, já foram doadas cerca de 6 toneladas de pequi e, até o final da safra, a previsão é que sejam entregues um total de 7,5 toneladas do fruto.

“O pequi é um fruto nativo do Cerrado e símbolo da culinária do Estado de Goiás. Neste ano, a produção da Emater bateu recorde e a safra ainda não terminou. De setembro até agora, já colhemos mais de 10 toneladas de pequi e devido a alta produção, decidimos doar parte dos frutos para o Banco de Alimentos da OVG”, afirma o presidente da Emater, Rafael Gouveia.

O material doado foi colhido na Estação Experimental Nativas do Cerrado da sede da Emater, em Goiânia. Neste local, estão plantados em uma única área cerca de mil pés do fruto. Em meio ao temor do desaparecimento da espécie, o pequizal funciona como guardião do pequizeiro, que está na lista de plantas da flora brasileira ameaçadas de extinção.

A primeira-dama do Estado de Goiás e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, comemora a parceria que irá atender dezenas de famílias. “O Banco de Alimentos da OVG hoje conta com uma estrutura adequada de conservação dos alimentos e é uma das ferramentas do Goiás Social na luta contra a fome, garantindo comida na mesa de milhares de goianos nos quatro cantos do Estado.”

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A Emater possui o maior banco de germoplasma de pequi no mundo, que reúne diferentes variedades de pequi clonadas de árvores encontradas na natureza por meio de enxertia e técnica de reprodução assexuada. As plantas que fazem parte do banco estão distribuídas nas unidades de pesquisa da agência em Goiânia, Anápolis, Porangatu e Araçu.

Doação de peixes

A Emater, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), também realizou a doação de 400kg de tilápia para o Banco de Alimentos da OVG. Os peixes faziam parte de uma pesquisa que estava sendo realizada na Estação Experimental da Emater, em Anápolis. O projeto durou cerca de seis meses e o estudo buscava conciliar a criação de peixes com o cultivo de hortaliças, método conhecido como Aquaponia.

Com a pesquisa finalizada, a Emater e a UFG precisavam definir o destino dos peixes que estavam em fase de abate. “Escolhemos o Banco de Alimentos da OVG porque é um órgão que recebe doações o ano inteiro e atende, mensalmente, cerca de 3 mil famílias e 76 instituições sociais. Então, sabemos que estes peixes vão ao encontro de quem realmente precisa”, ressaltou o presidente da Emater, Rafael Gouveia.

A pesquisa foi conduzida pela mestranda e acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFG, Déborah Oliveira Rodrigues, com a orientação da professora Fernanda Gomes de Paula, da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG e auxílio dos servidores da Emater.

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A OVG

A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) é uma entidade sem fins lucrativos que proporciona dignidade e respeito ao investir na cidadania por meio de programas sociais. O trabalho, realizado em parceria com o Governo do Estado, prefeituras municipais e instituições da sociedade civil, beneficia diversos segmentos da população, como crianças, adolescentes, idosos, estudantes, gestantes, vítimas de queimaduras e famílias em situação de vulnerabilidade social de todos os 246 municípios goianos.

O Banco de Alimentos beneficia milhares de pessoas vulneráveis em Goiás. No ano passado, a iniciativa doou 1,2 mil toneladas de alimentos in natura, além de quase 500 mil pacotes de frutas desidratadas e Mix do Bem.

Antes de chegar nas mãos dos beneficiados, as frutas, legumes e verduras são separadas e higienizadas antes da doação para garantir a qualidade dos produtos e a dignidade de quem os recebe. Os alimentos são doados por concessionários, permissionários e pequenos produtores, que se unem e repassam os produtos para a OVG.

A equipe do Banco de Alimentos também orienta as famílias e as entidades sociais sobre como evitar o desperdício de frutas e hortaliças, higienização e cuidados no armazenamento. As ações de conscientização contribuem para que as pessoas consigam aproveitar ao máximo as doações que recebem e tenham refeições saudáveis, garantindo mais segurança alimentar a todos.

Fonte: Emater Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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