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Em 2023, extremos climáticos tiraram do Rio Grande do Sul o 3º lugar na produção brasileira de carne de frango

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De forma geral, todo o setor desacelerou no segundo semestre de 2023. Tanto que a produção de carne do período recuou quase 5% (mais exatamente, 4,57%) em relação ao primeiro semestre. Mas enquanto na média do Centro-Sul o recuo não chegou a 3%, no Rio Grande do Sul ficou em 12,5%. Efeito, sem dúvida, das intempéries climáticas que afetaram o Estado no ano passado e que, em alguns casos, chegaram a paralisar o setor por semanas.

De toda forma, o Rio Grande do Sul não esteve sozinho. Mato Grosso, por exemplo, abateu mais frangos que o vizinho Mato Grosso do Sul, mas produziu um volume de carne ligeiramente inferior. Aqui, porém, a ocorrência parece estar relacionada ao tipo de ave produzida – no caso, “grillers”, com peso máximo pouco superior a 1 kg.

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Os dados do IBGE relacionados ao abate de frangos sob inspeção (federal, estadual ou municipal) apontam que em 2023 o sistema esteve presente em 24 Estados e no Distrito Federal, só não havendo referências sobre Roraima e Amapá. Porém, a divulgação da produção efetiva (cabeças abatidas e carne produzida) ficou restrita a 19 Unidades Federativas (UFs), pois os números relativos ao Acre, Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Sergipe foram inibidos (por conterem, cada um, menos de três informantes).

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A despeito das adversidades climáticas enfrentadas pela avicultura gaúcha (e que, em menor escala, afetaram também os Estados vizinhos), a Região Sul permaneceu em imbatível liderança, respondendo por 60% das aves abatidas sob o sistema de inspeção e por 58% da carne delas decorrente.

Na sequência, mas com não mais que 20% das cabeças abatidas e da carne produzida, vem a Região Sudeste. Os percentuais relativos às Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte são aproximados, devido à inibição de dados de algumas UFs locais.

Porém, chama a atenção, em termos regionais, o aumento de quase 50% na produção de carne da Região Norte – que, mesmo assim, respondeu por menos de 1,5% da produção nacional. Neste caso, o incremento – devido a Tocantins e Rondônia – não significa, necessariamente, maior produção. Decorre, sobretudo, da adesão de novos abatedouros ao sistema de inspeção.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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