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Eldorado Brasil Celulose Implementa Telemetria na Silvicultura para Otimizar Operações

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A Eldorado Brasil Celulose, uma das maiores e mais renomadas empresas do setor florestal e de celulose, está investindo em tecnologias inovadoras para melhorar a sustentabilidade e a eficiência de suas operações. Um dos principais avanços da companhia é a implementação de telemetria embarcada na Silvicultura, uma solução considerada um marco para o setor. Com a adoção dessa tecnologia, a Eldorado busca expandir a capacidade de monitoramento remoto de suas máquinas e veículos, otimizando o controle de suas operações florestais.

Desde agosto deste ano, a empresa iniciou a implantação da tecnologia, com a instalação de computadores de bordo em mais de 200 equipamentos, o que já representa mais da metade da frota prevista para ser digitalizada. A previsão é que, até o final de 2024, 350 máquinas e veículos sejam equipados, alcançando 100% da operação de Silvicultura, incluindo tratores, caminhões-pipa, caminhões-munck e outros veículos. O projeto tem como meta sua conclusão total até fevereiro de 2025.

“Essa integração de dados por meio da telemetria permitirá um controle mais robusto e eficiente das operações, com alertas sonoros automáticos que notificarão os operadores sobre situações que necessitem de intervenção, garantindo também a segurança dos colaboradores”, destaca Jozebio Esteves Gomes, Gerente de Competitividade e Facilities da Eldorado.

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A Eldorado Brasil é uma das empresas de grande porte que mais tem aproveitado o potencial das novas tecnologias para aprimorar suas operações florestais, abrangendo desde o plantio até a colheita e o transporte de madeira. A empresa utiliza dois tipos de monitoramento de suas máquinas: a telemetria nativa e as soluções embarcadas. A telemetria nativa conecta as máquinas diretamente aos operadores, por meio da rede CAN (Controller Area Network), permitindo o acompanhamento em tempo real de parâmetros críticos como nível de óleo, temperatura do motor e eventuais falhas que possam ocorrer, prevenindo danos graves e falhas mecânicas.

As soluções de telemetria embarcada, por sua vez, permitem o monitoramento remoto das máquinas e das atividades de campo por meio de uma Central de Monitoramento. Essa tecnologia possibilita a digitalização e automatização dos apontamentos operacionais, como a verificação de se o equipamento está em operação ou parado, além de fornecer uma visão clara sobre a eficiência das operações, consumo de combustível, tempo de ociosidade e outros indicadores que ajudam na gestão operacional.

“O futuro da Silvicultura é digital, e a Eldorado Brasil está na vanguarda dessa transformação. A telemetria é uma ferramenta essencial que contribui para a otimização e gestão eficiente da frota, permitindo a análise de dados e a promoção de uma gestão sustentável e responsável dos nossos ativos”, afirma Jozebio Esteves Gomes.

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Além dos benefícios operacionais, a implementação da telemetria traz melhorias significativas para a qualidade de vida dos funcionários. Com o monitoramento constante das máquinas, a segurança dos trabalhadores aumenta, pois é possível detectar falhas e agir de forma preventiva. A tecnologia também permite uma comunicação direta e ágil entre os colaboradores em campo e as equipes remotas, proporcionando um apoio rápido em caso de ocorrências e reduzindo riscos de acidentes.

Adicionalmente, a telemetria facilita o planejamento de tarefas e otimiza o tempo, promovendo um ambiente de trabalho mais organizado e eficiente. Com mais de 400 mil hectares de florestas plantadas e áreas de conservação sob sua gestão, e com 60% de seus 5 mil funcionários atuando na área florestal, a Eldorado está não apenas melhorando sua operação, mas também promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e sustentável.

A empresa também investe em treinamentos contínuos para garantir que sua equipe esteja capacitada a operar os novos equipamentos e sistemas. Colaboradores recebem capacitações especializadas sobre a utilização da telemetria e, futuramente, serão multiplicadores desse conhecimento, compartilhando as boas práticas dentro das equipes em que atuam.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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