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Eficiência alimentar no confinamento pode gerar lucro adicional de R$ 2 milhões, aponta estudo

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A eficiência alimentar está se consolidando como uma das principais apostas da pecuária moderna, devido ao seu impacto positivo tanto na rentabilidade das operações quanto na sustentabilidade ambiental. De acordo com uma projeção da Ponta Agro, empresa especializada em tecnologia e gestão da informação na pecuária, a diferença no consumo de matéria seca entre animais com Consumo Alimentar Residual (CAR) positivo e negativo pode ultrapassar 1,5 kg por dia. Para um confinamento com 10 mil animais, essa variação pode representar um lucro adicional de até R$ 2 milhões.

A pesquisa revela que, enquanto um animal eficiente gera um lucro de R$ 553, um animal ineficiente contribui com apenas R$ 364. “Essa diferença evidencia o grande potencial da eficiência alimentar para transformar a lucratividade no confinamento bovino”, afirma Paulo Dias, CEO da Ponta Agro. Ele destaca que, além dos benefícios econômicos, a escolha de animais mais eficientes também contribui para a sustentabilidade da produção. Isso ocorre por meio da redução do uso de insumos e, consequentemente, da emissão de metano, um gás de efeito estufa prejudicial ao meio ambiente.

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A eficiência alimentar na pecuária intensiva refere-se à capacidade dos animais de converter alimento em ganho de peso de maneira otimizada, ou seja, a quantidade de alimento consumido em comparação com o aumento de peso obtido. Com o uso de tecnologias avançadas, como cochos eletrônicos e balanças de pesagem voluntária, como a Intergado Efficiency, é possível reduzir o tempo necessário para avaliar a eficiência dos animais e aumentar o número de indivíduos testados, identificando aqueles com melhor desempenho alimentar.

Diferença de consumo entre animais eficientes e ineficientes

confinamento-infografico

Fonte: Ponta Agro (2024)

Ignorar a identificação dos animais mais eficientes, segundo Dias, significa perder um lucro substancial. “A adoção de práticas focadas na eficiência alimentar ajuda os pecuaristas a reduzir custos, diminuir as emissões de metano e otimizar o uso de insumos”, enfatiza.

Um dos principais indicadores para a rentabilidade no confinamento é o custo alimentar, que pode representar até 91% do custo total de produção. Esse custo é impactado pelas oscilações de mercado nos insumos nutricionais e é monitorado mensalmente pelo ICAP (Índice de Custo Alimentar), uma ferramenta da Ponta Agro que avalia a eficiência e a sustentabilidade dos confinamentos brasileiros.

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Paulo Dias reforça que a implementação de tecnologias para selecionar e manejar animais mais eficientes é fundamental para o futuro da pecuária brasileira. “A mudança começa agora e pode garantir um presente mais rentável e um futuro mais sustentável para o setor”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Arroz hoje: mercado trava com custos em alta e expectativa por leilões do governo no Brasil

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O mercado de arroz hoje no Brasil opera em ritmo cauteloso, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. A combinação de custos elevados, dificuldades no repasse de preços e ожидativa por leilões governamentais tem travado as negociações e dividido agentes ao longo da cadeia.

Levantamento do Cepea aponta que o cenário atual é marcado por incertezas, com compradores e vendedores adotando estratégias distintas diante das condições de mercado.

Mercado externo: demanda sem força decisiva no curto prazo

No cenário internacional, o arroz não apresenta, neste momento, um vetor suficientemente forte para destravar o mercado interno brasileiro. Apesar de alguma estabilidade nas exportações, o fluxo externo não tem sido capaz de compensar as dificuldades domésticas de formação de preços.

Com isso, o comportamento do mercado segue mais dependente de fatores internos, especialmente políticas de apoio à comercialização.

Mercado interno: negociações travadas e agentes divididos

No mercado doméstico, o ritmo de negócios segue lento. De um lado, indústrias buscam recompor estoques e, em alguns casos, elevam suas ofertas para atrair vendedores. De outro, parte dos compradores prefere aguardar definições sobre os leilões de apoio do governo antes de avançar nas aquisições.

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Entre os produtores, o comportamento também é heterogêneo:

  • Produtores com maior necessidade de caixa intensificam vendas no mercado spot
  • Outros optam por reter produto, insatisfeitos com os preços atuais
  • Parte do setor mantém foco na colheita, postergando negociações
Preços do arroz hoje: dificuldade de repasse pressiona mercado

Os preços do arroz em casca seguem pressionados pela dificuldade de repasse ao longo da cadeia. Atacado e varejo apresentam resistência a reajustes, limitando a margem de negociação da indústria e impactando diretamente o produtor.

Esse desalinhamento entre os elos da cadeia contribui para a lentidão nas transações e reforça o ambiente de cautela.

Indicadores: custos de produção seguem em alta

Outro fator relevante para o mercado de arroz hoje é a elevação dos custos de produção. Insumos mais caros continuam pressionando a rentabilidade do produtor, reduzindo o estímulo à comercialização em patamares considerados baixos.

Além disso, as condições climáticas também impactam o andamento da safra:

  • Chuvas em microrregiões do Rio Grande do Sul atrasam a colheita
  • Trabalhos no campo seguem de forma parcial
  • Atrasos atingem tanto o arroz quanto a soja
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Análise: leilões PEP e Pepro são decisivos para o mercado

A expectativa pela divulgação dos editais de leilões de apoio à comercialização — como PEP (Prêmio para Escoamento de Produto) e Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) — é hoje o principal fator de influência sobre o mercado.

Esses mecanismos podem:

  • Garantir melhor remuneração ao produtor
  • Estimular o escoamento da produção
  • Reequilibrar a formação de preços

Enquanto não há definição oficial, o mercado tende a permanecer travado, com negociações pontuais e comportamento cauteloso.

Diante desse cenário, o arroz se mantém como uma commodity hoje sensível a políticas públicas e custos de produção, com tendência de volatilidade no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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