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Edição Genética Desenvolve Uvas Resistentes ao Mofo Cinzento

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Pesquisadores chineses desenvolveram uma abordagem inovadora de edição genética para criar variedades de videira mais resistentes ao mofo cinzento (Botrytis cinerea), uma das principais ameaças à viticultura global. O estudo, publicado na Horticulture Research, utiliza a tecnologia CRISPR/Cas9 para modificar genes específicos da videira, aumentando sua resistência natural à doença sem recorrer a organismos geneticamente modificados (OGM).

Impacto do Mofo Cinzento na Viticultura

A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos tanto durante o crescimento das uvas quanto após a colheita, comprometendo a qualidade dos frutos. Diante do agravamento das condições climáticas, que favorecem o surgimento da doença, a necessidade de cultivar variedades de uvas mais resistentes se torna cada vez mais urgente. A pesquisa concentrou-se na identificação de genes-chave que influenciam a resposta imunológica das videiras, uma descoberta que pode levar ao desenvolvimento de cultivares mais resistentes e menos dependentes de tratamentos químicos.

Avanços Tecnológicos e Sustentabilidade

A utilização da tecnologia CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais precisa e eficiente do que os transgênicos, possibilitando alterações genéticas específicas sem os contornos de controvérsia associados a organismos geneticamente modificados. Com isso, espera-se reduzir a necessidade de fungicidas, aumentar o rendimento das colheitas e diminuir as perdas pós-colheita. Além disso, a pesquisa pode ter repercussões significativas além da viticultura, promovendo a criação de culturas agrícolas mais resilientes frente às pressões ambientais globais.

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Implicações para a Agricultura Sustentável

Liderada por Ben Fan, da Universidade de Silvicultura de Nanjing, a pesquisa promete revolucionar as práticas agrícolas. Ao fornecer uma maneira mais eficaz de combater doenças das plantas, o estudo contribui para uma agricultura mais resiliente e sustentável, alinhada com as necessidades de um futuro mais consciente do ponto de vista ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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