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ECONOMIA: Governo vai nacionalizar produção de biocombustíveis

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Entre as mudanças está a de nacionalizar a produção, em especial para os estados das Regiões Norte e Nordeste, incluindo também áreas do semiárido, como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Publicação – A reestruturação do selo será publicada em decreto presidencial, após a versão final do texto a ser apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Transparência – Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o novo texto traz mais transparência e fortalece os requisitos necessários à concessão e manutenção do instrumento pelos produtores do biocombustível, bem como aproveitar a vocação das agriculturas locais, “melhorando a renda e a qualidade de vida do agricultor familiar em regiões vulneráveis.”

Medidas de estímulo – Entre as medidas de estímulo à produção nacional está a antecipação da mistura de biodiesel aos combustíveis fósseis para 14% a partir de abril, e 15% entre 2025 e 2026. A expectativa é chegar a 25%, nos anos subsequentes, informou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nessa quarta-feira (10/01), em evento no qual apresentou alguns detalhes do decreto.

Aumento – Com o aumento para 14% na mistura, o ministério projeta um crescimento de 3,05 milhões de toneladas no processamento de soja para a produção de biodiesel, o que refletirá diretamente na demanda para pequenos agricultores. Também estão previstos incentivos fiscais a quem produzir biocombustível.

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Selo – Além de reestruturar o Selo Biocombustível Social, o decreto viabilizará investimentos para o agronegócio e setor de combustíveis brasileiro. “Em 2024 serão 740 milhões, e em 2025, R$ 1,6 bilhão”, disse o ministro.

Diversificação – Também presente no evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse que entre os desafios previstos pelo governo, está o de diversificar os produtos que podem ser usados para a obtenção de biodiesel, combustível que pode ser derivado de sementes de mamona, bem como de milho, soja, girassol, cana e babaçu. O leque de opções pode incluir, por exemplo, a macaúba, palmeira abundante na Região Nordeste.

Aumento – A diretora de Inovação para a Produção Familiar e Transição Agroecológica do MDA, Vivian Libório de Almeida, disse que o percentual de compras nas Regiões Norte, Nordeste e no Semiárido aumentará de forma escalonada até chegar a 20% do total. “Atualmente, o programa atende 54 mil famílias por ano. A expectativa é ampliar para 70 mil famílias, principalmente no Norte, Nordeste e semiárido”, disse.

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Barateamento do custo – Segundo Paulo Teixeira, “o presidente Lula tem, neste tema, uma de suas predileções”. O governo estuda também formas de baratear o custo da energia utilizada para irrigar as lavouras. “A energia fotovoltaica pode reduzir o preço da energia. Precisamos pensar em modicidade tarifária”, complementou.

Aliança – Presidente da Cooperativa dos Agricultores Familiares e dos Empreendimentos Solidários e diretor da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária, Antônio Cardoso, disse que o Selo representa uma aliança entre agricultura familiar, cooperativas, empreendedores, economia solidária, governo e indústria nacional.

Desconstrução – “O Selo desconstrói inseguranças jurídicas e redefine o mapa da indústria, uma vez que representa grande oportunidade de levarmos agricultura familiar ao Nordeste, ao Norte e ao Semiárido. O fortalecimento da indústria nacional vai diminui a necessidade de importação. Nesse contexto, a neoindustrialização passa pelo entendimento do papel da agricultura familiar,” explicou.

Fonte: Agência Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estoque de CPR chega a R$ 565 bilhões e reforça avanço do crédito privado no agronegócio

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Crédito privado mantém expansão no financiamento do agro

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) atingiu R$ 565 bilhões em maio de 2026, registrando alta de 13% na comparação com os últimos 12 meses. O desempenho confirma a consolidação do crédito privado como uma das principais fontes de financiamento do agronegócio brasileiro.

Apesar da alta no volume total, o mercado apresentou desaceleração na emissão de novos títulos. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação aos R$ 366,6 bilhões observados no mesmo intervalo da safra anterior.

Os dados fazem parte do Boletim de Finanças Privadas do Agro, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

CPR se consolida como instrumento estratégico de financiamento

De acordo com a Secretaria de Política Agrícola (SPA), a CPR segue ganhando relevância como ferramenta central de captação de recursos privados para o setor agropecuário.

O avanço do estoque indica maior permanência desses títulos no mercado, mesmo diante de um cenário de menor ritmo de novas emissões na atual temporada.

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LCA mantém estabilidade no estoque e cresce no direcionamento ao agro

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) encerraram maio com estoque de R$ 571,51 bilhões, praticamente estável em relação ao ano anterior, com leve recuo de 0,3%.

Por outro lado, o direcionamento de recursos ao setor aumentou de forma expressiva. Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram destinados ao financiamento do agronegócio, avanço de 20% na comparação anual.

O crescimento está relacionado à mudança regulatória que elevou a exigibilidade mínima de aplicação no setor de 50% para 60%, ampliando o volume obrigatório de crédito rural.

CRA cresce 12% e reforça mercado de títulos do agro

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) também apresentaram expansão no período. O estoque chegou a R$ 175,7 bilhões em maio de 2026, alta de 12% em 12 meses.

O desempenho reforça a ampliação do mercado de securitização ligada ao setor, com maior participação de investidores institucionais e operações estruturadas.

CDCA recua após pico registrado em 2024

Na contramão dos demais instrumentos, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram queda de 6% no estoque anual.

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Segundo a análise da SPA, o movimento está associado ao pico de emissões observado em agosto de 2024, que vem sendo gradualmente ajustado ao longo dos meses seguintes.

Fiagro segue em expansão e alcança R$ 62 bilhões

Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) mantiveram trajetória de crescimento no mercado financeiro.

Em abril de 2026, o patrimônio líquido do segmento alcançou R$ 62 bilhões, distribuído entre 247 fundos em operação. Apesar de ainda representar uma fatia menor do financiamento total do setor, o instrumento segue ganhando espaço entre investidores.

Panorama reforça diversificação do crédito no agronegócio

O conjunto dos dados evidencia a crescente diversificação das fontes de financiamento privado no agronegócio brasileiro, com destaque para a expansão dos estoques de CPR, CRA e Fiagro.

O boletim é elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da SPA e acompanha a evolução dos principais instrumentos privados de crédito do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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