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dsm-firmenich recebe certificação FairFood RPC para tecnologias que reduzem pegada de carbono na pecuária

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A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell® de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, conquistou a certificação FairFood Redutor de Pegada de Carbono (RPC) para as tecnologias Bovaer® e CRINA® Ruminants.

O reconhecimento reforça a estratégia da companhia em desenvolver soluções voltadas à eficiência produtiva e à redução do impacto ambiental na cadeia de proteína animal, em um cenário de crescente demanda global por sistemas agropecuários mais sustentáveis.

Certificação reconhece insumos com menor impacto ambiental na pecuária

A certificação RPC é concedida a insumos classificados dentro do escopo de “produtos redutores de pegada de carbono”, com base em critérios técnicos e científicos relacionados à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária.

O processo de avaliação inclui auditorias independentes e periódicas realizadas por organismos internacionalmente acreditados, garantindo rastreabilidade, transparência e confiabilidade aos resultados.

A iniciativa busca incentivar soluções tecnológicas capazes de contribuir para a descarbonização da produção animal sem comprometer eficiência ou produtividade.

Bovaer® pode reduzir emissões de metano na pecuária de corte e leite

Entre as tecnologias certificadas, o Bovaer® se destaca por atuar diretamente na redução das emissões entéricas de metano geradas durante o processo digestivo dos ruminantes.

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A solução age sobre uma enzima específica presente no rúmen, responsável pela formação do metano, contribuindo para a redução das emissões sem impacto negativo sobre desempenho produtivo, qualidade do leite ou da carne.

De acordo com a empresa, a suplementação com doses entre 8 e 15 gramas por animal ao dia pode reduzir, em média, até 30% das emissões em bovinos de leite e até 45% em bovinos de corte, dependendo da estratégia nutricional adotada.

CRINA® Ruminants melhora eficiência digestiva e aproveitamento de nutrientes

Outra tecnologia certificada é o CRINA® Ruminants, formulado com compostos funcionais que atuam no equilíbrio da microbiota ruminal e na otimização dos processos digestivos dos animais.

A solução contribui para melhorar a eficiência alimentar e o aproveitamento de nutrientes, favorecendo sistemas produtivos mais eficientes e com melhor desempenho zootécnico.

Segundo a dsm-firmenich, o avanço de soluções com esse perfil reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta estratégica para elevar produtividade e reduzir impactos ambientais na pecuária moderna.

Sustentabilidade e produtividade caminham juntas na pecuária moderna

Para a companhia, o conceito de sustentabilidade no setor não se limita à redução de emissões, mas envolve também o aumento da eficiência no uso de recursos e a melhoria da produtividade dos sistemas de produção.

“A sustentabilidade precisa caminhar junto à produtividade e à viabilidade econômica para o produtor. O reconhecimento da FairFood reforça nossa visão de que inovação e ciência são fundamentais para a evolução dos sistemas produtivos”, afirma Luiz Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal da dsm-firmenich para a América Latina.

Certificação fortalece agenda ESG e acesso a mercados

A certificação RPC abrange insumos e fábricas de ração que utilizam soluções capazes de contribuir para a redução da pegada de carbono de alimentos de origem animal.

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Além de apoiar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis, o programa também contribui para ampliar o acesso a mercados, aumentar a transparência e fortalecer compromissos ESG ao longo da cadeia de proteína animal.

Com a certificação, a dsm-firmenich passa a integrar um grupo de empresas que investem em inovação e tecnologia como pilares para transformar a pecuária, alinhando produtividade, eficiência e responsabilidade ambiental no agronegócio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária pressiona supermercados e pode impactar preços e margens no varejo alimentar

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A regulamentação da reforma tributária entrou em fase operacional com a publicação das novas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). No varejo alimentar, especialmente no segmento de supermercados, o avanço das mudanças acende um alerta para possíveis impactos sobre preços ao consumidor, margens de lucro e estrutura de gestão fiscal das empresas.

O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de alta dos alimentos. Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas registrou aumento de 1,34% em abril, com alta acumulada de 3,44% no primeiro quadrimestre de 2026, o que eleva a sensibilidade do consumidor a qualquer reajuste no setor.

Varejo alimentar avalia impactos da nova estrutura tributária

A reforma tributária prevê a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI por um modelo unificado baseado na CBS e no IBS. Apesar da proposta de simplificação, empresários do varejo ainda analisam os efeitos práticos da nova sistemática sobre créditos tributários, formação de preços e dinâmica operacional.

Para o especialista em gestão de supermercados e porta-voz da Meta Contabilidade, Márcio Goulart, o setor já enfrenta desafios imediatos de adaptação.

“O supermercadista está diante de uma mudança que afeta diretamente precificação, controle fiscal, margem e tomada de decisão. Não é só entender a nova regra. É saber como ela muda a rotina do negócio e como evitar perda de competitividade nesse processo”, afirma.

Precificação se torna principal ponto de atenção no setor

Nos supermercados, a definição de preços é considerada o ponto mais sensível da operação. Isso ocorre porque o setor trabalha com alto giro de produtos, margens reduzidas e consumidores altamente sensíveis a variações de preços.

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Nesse contexto, qualquer falha na parametrização tributária ou nos sistemas de gestão pode gerar impactos imediatos no caixa das empresas.

Segundo Goulart, há uma percepção inicial equivocada de que a simplificação tributária necessariamente reduzirá custos.

“Existe uma leitura equivocada de que simplificação significa automaticamente redução de custo. Nem sempre será assim na prática operacional. Dependendo da estrutura do negócio, pode haver aumento de pressão sobre margem até a adaptação estar consolidada”, explica.

Transição tributária exige atualização de sistemas e processos

Mesmo com a implementação gradual do novo modelo tributário, o período de transição já exige adequações importantes por parte das empresas.

Entre as principais medidas necessárias estão:

  • Revisão dos sistemas fiscais e contábeis
  • Atualização de softwares de gestão (ERPs)
  • Reclassificação tributária de produtos
  • Ajustes nas políticas de precificação
  • Capacitação das equipes administrativas e financeiras

Na prática, especialistas recomendam que os supermercados iniciem imediatamente a reestruturação interna para evitar inconsistências fiscais e perdas de créditos tributários ao longo da transição.

Pequenos e médios supermercados são os mais vulneráveis

A adaptação ao novo modelo tributário tende a ser mais desafiadora para pequenos e médios supermercadistas, que geralmente operam com equipes reduzidas e menor especialização em gestão fiscal.

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Para Goulart, esse grupo pode sentir os impactos de forma mais intensa.

“O pequeno supermercadista normalmente está focado na operação do dia a dia e nem sempre percebe que uma mudança tributária mal parametrizada pode corroer margem silenciosamente”, afirma.

Segundo ele, muitos negócios só perceberão os efeitos quando houver impacto direto no fluxo de caixa.

Pressão sobre preços pode afetar comportamento do consumidor

O cenário de inflação persistente nos alimentos adiciona mais complexidade ao setor. Com o consumidor cada vez mais sensível a preços, qualquer aumento tende a influenciar diretamente o comportamento de compra, incluindo migração para marcas mais baratas e crescimento de formatos como atacarejos.

Esse movimento intensifica a pressão sobre os supermercados, que precisam equilibrar competitividade, custos operacionais e manutenção de margens em um ambiente tributário em transformação.

Gestão antecipada será diferencial na adaptação à reforma

Para especialistas, o momento exige planejamento e antecipação estratégica por parte dos empresários do varejo alimentar.

“O empresário que começar a organizar processos, tecnologia e inteligência tributária agora terá mais capacidade de proteger margem, manter competitividade e atravessar a transição com menos impacto operacional”, conclui Goulart.

A tendência é que a capacidade de adaptação ao novo sistema tributário se torne um dos principais fatores de competitividade no setor supermercadista nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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