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Dólar sobe acima de R$ 5,14 após decisões de juros e cenário geopolítico; mercado financeiro opera com cautela

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O mercado financeiro brasileiro abriu esta quinta-feira (18) em clima de cautela. O dólar comercial registrou forte valorização nas primeiras negociações do dia, refletindo a busca global por proteção após decisões de política monetária e a reavaliação dos riscos geopolíticos envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Ao mesmo tempo, investidores monitoram os impactos sobre os mercados emergentes, commodities e ativos ligados ao agronegócio.

Por volta das 9h, a moeda norte-americana avançava cerca de 0,65%, negociada a R$ 5,1406. Na sessão anterior, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,0862, com alta de 0,49%.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h após fechar a quarta-feira em queda de 0,70%, aos 168.454 pontos, acompanhando o movimento de realização de lucros e o aumento da aversão ao risco observado nos mercados internacionais.

Juros globais e acordo entre EUA e Irã seguem no radar

Os investidores continuam repercutindo as recentes decisões dos bancos centrais e os sinais emitidos pelas autoridades monetárias sobre os próximos passos das taxas de juros.

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Nos Estados Unidos, a manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) reforçou a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária poderá ocorrer de forma gradual, mantendo o dólar fortalecido frente a diversas moedas emergentes.

Além disso, o mercado acompanha os desdobramentos do acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã, anunciado nos últimos dias. Embora o entendimento tenha reduzido parte das tensões geopolíticas, investidores permanecem atentos aos impactos sobre o petróleo, inflação global e fluxo de capitais internacionais.

Impactos para o agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a valorização do dólar tende a favorecer a competitividade das exportações de commodities como soja, milho, café, algodão, carne bovina e açúcar.

Por outro lado, um câmbio mais elevado também pressiona os custos de produção, especialmente em insumos importados, como fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos.

A volatilidade cambial continua sendo um dos principais fatores monitorados por produtores rurais, cooperativas e empresas do setor, principalmente em um momento de definição das estratégias comerciais para a safra 2026/27.

Desempenho dos mercados
  • Dólar
    • Cotação na abertura: R$ 5,1406
    • Fechamento anterior: R$ 5,0862
    • Acumulado da semana: +0,90%
    • Acumulado do mês: +1,29%
    • Acumulado de 2026: -6,94%
  • Ibovespa
    • Fechamento anterior: 168.454 pontos
    • Acumulado da semana: -1,73%
    • Acumulado do mês: -3,23%
    • Acumulado do ano: +4,38%
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Bolsas internacionais operam sem direção única

Nos mercados globais, investidores seguem divididos entre o alívio proporcionado pelo acordo entre EUA e Irã e as preocupações com o ritmo da atividade econômica mundial. As bolsas americanas operam próximas da estabilidade, enquanto os mercados europeus e asiáticos apresentam comportamento misto.

A expectativa para os próximos dias é de continuidade da volatilidade nos mercados de câmbio, juros e commodities, especialmente diante das novas sinalizações dos bancos centrais e dos desdobramentos do cenário geopolítico internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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