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Dólar se Recupera e Busca Direção Enquanto Investidores Esperam Dados Econômicos Cruciais

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Nesta quarta-feira, o dólar experimentou uma recuperação, após uma série de perdas que o haviam levado ao seu nível mais baixo em mais de um ano. A valorização da moeda norte-americana ocorre em um momento de espera por dados econômicos que podem influenciar as decisões de política monetária do Federal Reserve para a reunião de setembro.

No início de agosto, os mercados de câmbio enfrentaram intensa volatilidade, impulsionada por preocupações com uma possível recessão nos Estados Unidos e declarações “hawkish” do Banco do Japão, que pressionaram o dólar e fizeram com que outras moedas importantes se valorizassem.

O índice do dólar, que avalia a performance da moeda norte-americana em relação a uma cesta de seis divisas, subiu 0,31%, alcançando 100,910 pontos. Apesar da alta, o índice ainda se dirige para a sua maior queda mensal desde novembro de 2022.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana atingiu um mínimo de 13 meses, com o índice registrando 100,51 pontos, em parte devido a uma reavaliação significativa das expectativas sobre possíveis cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve.

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“Está evidente que o mercado já precificou uma taxa terminal próxima a 3%, considerando que os juros estão atualmente acima de 5%. Grande parte disso foi rapidamente absorvido recentemente”, afirmou Ed Hutchings, chefe de taxas da Aviva Investors. “Pode haver uma pausa no declínio do dólar e uma possibilidade de elevação dos rendimentos.”

Os investidores também aguardam os resultados financeiros da Nvidia, que podem impactar o apetite global por ações. O dólar tem mostrado sensibilidade aos movimentos dos mercados acionários ao longo deste ano.

Os operadores estão amplamente apostando que o Federal Reserve começará a reduzir as taxas de juros no próximo mês, com o debate agora se concentrando no montante da redução. As apostas indicam uma probabilidade de 65% para um corte de 25 pontos-base.

Em relação ao iene, o dólar apresentou uma alta de 0,22%, cotado a 144,26. O euro, por sua vez, estava sendo negociado a 1,1133 dólares, apresentando uma queda de 0,46% no dia.

Mercado Interno

No mercado brasileiro, o dólar também registrou uma leve alta nas primeiras transações desta quarta-feira, seguindo a tendência de valorização da moeda norte-americana no exterior. Investidores estão atentos à divulgação de novos dados econômicos e discutem a magnitude do afrouxamento monetário pelo Federal Reserve em setembro.

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Às 9h04, o dólar à vista subia 0,39%, negociado a 5,5242 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo registrava alta de 0,34%, cotado a 5,528 reais.

Na terça-feira, o dólar à vista havia fechado com uma leve alta de 0,18%, a 5,5028 reais.

O Banco Central anunciou que realizará um leilão de até 12.000 contratos de swap cambial tradicional, com o objetivo de rolar o vencimento de 1º de outubro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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