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Dólar recua quase 1% com dados fracos dos EUA e fecha semana a R$5,5453

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Moeda norte-americana tem forte queda após dados do mercado de trabalho dos EUA

O dólar fechou a sexta-feira (1º) em queda expressiva frente ao real, acompanhando o movimento global de desvalorização da moeda norte-americana após a divulgação de dados mais fracos do que o esperado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. No Brasil, o dólar à vista caiu 0,98%, encerrando o dia cotado a R$5,5453.

Desempenho na semana e no ano

Com esse resultado, a moeda norte-americana acumulou uma leve baixa de 0,30% na semana. No acumulado de 2025, a queda já é de 10,26%, refletindo a tendência global de enfraquecimento da divisa diante de dados econômicos decepcionantes nos Estados Unidos.

Cenário externo: tarifas de Trump são ofuscadas por dados do payroll

Apesar do anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, o mercado concentrou atenções nos números do relatório de emprego (“payroll”) norte-americano. O governo dos EUA impôs tarifas elevadas a dezenas de parceiros, incluindo Canadá (35%), Índia (25%), Taiwan (20%) e Suíça (39%). Para o Brasil, a tarifa subiu para 50% na quarta-feira, com algumas exceções.

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Mesmo com o impacto potencial dessas medidas protecionistas, o foco dos investidores se voltou ao fraco desempenho do mercado de trabalho norte-americano.

Dados de emprego decepcionam e impulsionam queda do dólar

O payroll revelou que a economia dos EUA criou apenas 73 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no último mês — bem abaixo da estimativa mediana de 110 mil vagas prevista por analistas consultados pela Reuters. Além disso, o número de junho foi revisado para baixo: de 147 mil para apenas 14 mil vagas criadas.

A leitura desses dados reforçou a expectativa de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) poderá cortar os juros já em setembro, o que pressionou o dólar globalmente.

Oscilação ao longo do dia

Antes da divulgação do payroll, às 9h25, o dólar à vista chegou a atingir a máxima de R$5,6292, com alta de 0,51%. Após a publicação dos dados, a moeda recuou para a mínima de R$5,5254, uma queda de 1,34%.

Especialistas comentam o cenário

“O dia foi mais tranquilo após uma semana bastante volátil por conta das tensões comerciais. A divulgação do payroll deu um tom de alívio ao mercado, com o dólar e os juros futuros em queda”, avaliou Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

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Queda global do dólar influencia desempenho do real

A desvalorização do dólar não foi exclusividade do mercado brasileiro. A moeda caiu também frente a outras divisas de economias emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Às 17h19, o índice do dólar — que compara o desempenho da moeda norte-americana frente a seis moedas fortes — registrava queda de 1,32%, a 98,708 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil crescem em maio, mas acumulado da safra segue em queda

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As exportações brasileiras de café registraram crescimento de 3,6% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, sinalizando a entrada da nova safra no mercado. Apesar do avanço mensal, o desempenho acumulado da temporada 2025/26 ainda reflete uma oferta mais restrita, com queda nos embarques em relação ao ciclo anterior.

Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio. No entanto, a receita cambial gerada pelos embarques recuou 16% no período, totalizando US$ 1,05 bilhão.

Safra menor impacta desempenho acumulado

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas de café, volume 17,7% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

A receita obtida com as exportações alcançou US$ 13,612 bilhões, apresentando leve recuo de 0,7% na comparação anual.

Já entre janeiro e maio de 2026, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% frente às 16,825 milhões de sacas exportadas no mesmo período de 2025. As receitas geradas atingiram US$ 5,552 bilhões, redução de 14,6%.

Segundo o Cecafé, o comportamento do mercado está alinhado com o período de transição entre a entressafra e a entrada da nova produção brasileira.

Entrada dos cafés canéforas impulsiona embarques

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destaca que a recuperação observada em maio está diretamente ligada à chegada dos primeiros volumes da safra 2026/27, especialmente dos cafés canéforas, grupo que engloba conilon e robusta.

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A expectativa é de que os embarques ganhem força nos próximos meses, acompanhando o avanço da colheita dos cafés arábica e o aumento da disponibilidade de produto.

O setor trabalha com perspectiva positiva para a nova temporada, impulsionada pelas boas condições climáticas registradas na maior parte das regiões produtoras e pelo potencial de uma safra volumosa e de qualidade.

Logística e cenário internacional seguem no radar

Apesar das perspectivas favoráveis para o aumento das exportações no segundo semestre, o setor acompanha fatores que podem limitar o desempenho dos embarques.

Entre os desafios apontados estão os gargalos logísticos nos portos brasileiros, as tensões geopolíticas internacionais e as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos, um dos principais mercados consumidores de café.

Colheita avança, mas ritmo permanece abaixo da média

Levantamento da Safras & Mercado indica que a colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 30% da área até 10 de junho.

O avanço representa crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 33%.

Conilon apresenta maior avanço nos trabalhos

A colheita dos cafés canéforas segue mais adiantada, com 43% da produção já colhida.

Mesmo assim, o ritmo continua abaixo do observado no ano passado e da média histórica para o período, ambos em 49%.

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No Espírito Santo, principal produtor nacional de conilon, apenas 39% da safra havia sido colhida até o início de junho. Segundo analistas do mercado, o atraso está relacionado à maturação mais lenta das lavouras nesta temporada.

Chuvas atrasam colheita do café arábica

A colheita do café arábica também avança em ritmo mais lento. Os trabalhos alcançaram 23% da produção, abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% observada nos últimos cinco anos.

As chuvas frequentes têm dificultado a operação das máquinas e o andamento dos trabalhos em importantes regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais, maior polo de produção de café arábica do país.

Apesar do atraso, as avaliações iniciais da safra são positivas. Técnicos do mercado destacam bom potencial produtivo e qualidade satisfatória dos grãos, especialmente em relação à formação e ao padrão das peneiras, fator importante para a valorização do produto no mercado.

Perspectiva é de aumento da oferta no segundo semestre

Com o avanço da colheita e a expectativa de uma das maiores safras dos últimos anos, o setor projeta crescimento da disponibilidade de café ao longo do segundo semestre.

Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis e a logística de exportação opere sem maiores restrições, o Brasil deverá ampliar sua presença no mercado internacional nos próximos meses, reforçando sua posição como maior exportador mundial de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

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