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Dólar recua no início da sessão, com mercado atento a questões fiscais

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Nesta sexta-feira, o dólar iniciou o dia em baixa, refletindo as incertezas em torno da condução fiscal do governo federal e os recentes desdobramentos no cenário tributário e político. Na última sessão, a moeda norte-americana registrou alta de 0,69%, fechando a R$ 6,0091, enquanto o Ibovespa caiu 2,74%, atingindo 126.042 pontos, na maior queda diária em quase dois anos.

Abertura do mercado: dólar e Ibovespa

Às 9h01, o dólar apresentava queda de 0,36%, cotado a R$ 5,9875. No acumulado da semana, a moeda registra queda de 1,02%, mas permanece em alta de 23,84% no ano.

As negociações do Ibovespa têm início às 10h. Na véspera, o índice recuou 2,74%, acumulando avanço de 0,08% na semana, alta de 0,30% no mês, e retração de 6,07% no ano.

Fatores que influenciam os mercados
Pacote fiscal e tensões no Congresso

As discussões em torno do pacote fiscal do governo continuam a gerar apreensão no mercado. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Flávio Dino, que endureceu as regras para o pagamento de emendas parlamentares, gerou atritos com o Congresso. A mudança busca aumentar a transparência, mas foi percebida como uma interferência no Legislativo, dificultando o avanço do pacote fiscal, prioridade do governo.

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Para amenizar o impasse, o governo publicou uma portaria que tenta conciliar as novas regras do STF com as demandas parlamentares, prometendo a liberação de R$ 1,7 bilhão em emendas até esta sexta-feira (13).

Reforma tributária e novas incertezas

No Senado, as alterações propostas na reforma tributária elevaram as estimativas para a alíquota do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Caso ultrapasse 26,5%, o governo federal deverá propor um ajuste para adequar a tributação ao novo patamar, ampliando as incertezas sobre a medida.

Impacto da política monetária

A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa básica de juros para 12,25% ao ano, continua pressionando o mercado. A perspectiva de juros elevados afeta setores específicos da economia e tem impacto direto no desempenho de ações na bolsa.

Outros destaques

O estado de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também permanece em evidência. Após um procedimento médico realizado na quinta-feira, que evitou um novo sangramento na cabeça, a equipe médica afirmou que a intervenção foi bem-sucedida.

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No cenário externo, investidores acompanham a divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos e na Europa, que podem trazer reflexos adicionais para o mercado financeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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