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Dólar recua com expectativa de pacote fiscal; Ibovespa inicia a semana em alta

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O dólar opera em baixa nesta segunda-feira (25), refletindo a expectativa do mercado pelo anúncio de um pacote de cortes nos gastos públicos pelo governo federal. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o dia em leve alta, enquanto investidores seguem atentos a dados econômicos e ao cenário fiscal.

Na sexta-feira (22), a moeda norte-americana registrou avanço de 0,75%, encerrando o dia cotada a R$ 5,8109. No mesmo período, o Ibovespa apresentou valorização de 1,74%, atingindo 129.126 pontos.

O mercado continua voltado para as ações do governo relacionadas ao cumprimento do arcabouço fiscal — um conjunto de regras que delimita os gastos do país para garantir a saúde financeira. Na última sexta, o governo anunciou um bloqueio adicional de R$ 6 bilhões no orçamento deste ano, totalizando R$ 19,3 bilhões em cortes nos últimos meses, com o objetivo de compensar o aumento de despesas obrigatórias, como previdência.

Apesar dessas medidas, investidores aguardam o detalhamento do pacote de cortes para avaliar a estratégia do governo a longo prazo.

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Cenário atual das cotações

Por volta das 10h15, o dólar apresentava queda de 0,22%, sendo negociado a R$ 5,8008. Na sexta-feira, a moeda fechou com alta de 0,05%, cotada a R$ 5,8138. Com isso, o dólar acumulou: Alta de 0,42% na semana;Ganho de 0,56% no mês; Valorização de 19,81% no ano.

Já o Ibovespa registrava alta de 0,11% no mesmo horário, alcançando 129.268 pontos. Na última sexta, o índice encerrou com avanço de 1,74%, totalizando: Alta de 1,04% na semana; Perda de 0,45% no mês; Queda de 3,77% no ano.

Fatores que influenciam os mercados

O cenário fiscal permanece como o principal fator de influência nos mercados brasileiros. A expectativa pelo pacote de corte de gastos já se arrasta desde o término do segundo turno das eleições municipais, no início de novembro.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o pacote está finalizado e que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, comprometeu-se a priorizar sua aprovação no Congresso ainda este ano.

Com as medidas, o governo busca equilibrar as contas públicas e cumprir o arcabouço fiscal, o que é visto como positivo por investidores, pois fortalece a confiança na capacidade do país de honrar suas dívidas.

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Outros destaques econômicos

Ainda no Brasil, os mercados repercutem a nova edição do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano foi reduzida de 4,64% para 4,63%, mas permanece acima do teto da meta de 4,5%.

A meta central de inflação para 2023 é de 3%, sendo considerada cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5%. Já para 2025, a estimativa de inflação avançou de 4,12% para 4,34%, enquanto a projeção para 2026 passou de 3,70% para 3,78%.

Internacionalmente, o mercado acompanha dados de inflação nos Estados Unidos, a taxa de desemprego no Brasil e a ata da última reunião do Federal Reserve, que podem trazer novos desdobramentos para a semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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