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Dólar recua após ata do Copom sugerir possíveis novas altas na Selic e alerta sobre cenário fiscal

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O dólar operava em baixa nesta terça-feira (24), após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC). O documento confirmou o aumento da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 10,75% ao ano, e indicou que novas elevações nos juros devem ocorrer nos próximos meses.

No dia anterior, a moeda norte-americana havia subido 0,25%, fechando cotada a R$ 5,5344, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, registrou uma queda de 0,38%, encerrando aos 130.568 pontos.

A ata do Copom revelou que, apesar de não definir o patamar exato da próxima alta na Selic, o BC mantém seu “firme compromisso” de trazer a inflação de volta à meta. O documento também destacou que os indicadores de atividade econômica e de mercado de trabalho estão mais dinâmicos do que o previsto. Em contrapartida, o BC criticou a “falta de avanço nas reformas estruturais e na disciplina fiscal” por parte do Governo Federal.

O cenário fiscal incerto, evidenciado no último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) de 2024, que apresentou uma contenção de despesas inferior à esperada pelo mercado, contribui para a cautela dos investidores. A falta de clareza nas políticas fiscais continua sendo um fator de preocupação, impactando a confiança no mercado.

Cotações e Impactos

Às 09h30, o dólar registrava uma queda de 0,52%, cotado a R$ 5,5057. Na véspera, a moeda norte-americana havia atingido a máxima de R$ 5,5979. No acumulado, o dólar registra alta de 0,25% na semana, queda de 1,74% no mês, e um avanço expressivo de 14,05% no ano.

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Já o Ibovespa iniciou suas operações às 10h, após ter caído 0,38% na segunda-feira, acumulando uma perda de 0,38% na semana, recuo de 4% no mês, e queda de 2,70% no ano.

Fatores que Movimentam o Mercado

O grande foco dos investidores é a ata do Copom, que reforçou a expectativa de novas elevações na taxa Selic nos próximos meses. O aumento dos juros, além de elevar o custo do crédito e impactar o consumo e os investimentos, é uma estratégia para conter a inflação.

A decisão do BC em iniciar um ciclo de aperto monetário também foi influenciada pela preocupação com o cenário fiscal. Na última sexta-feira (20), o governo anunciou um bloqueio de R$ 2,1 bilhões no Orçamento de 2024 para garantir o cumprimento da meta de gastos. No entanto, a reversão de R$ 3,8 bilhões contingenciados no terceiro bimestre gerou dúvidas sobre a eficácia das medidas de controle fiscal.

Analistas da XP Investimentos ressaltaram que a meta de resultado primário pode estar comprometida, com a possibilidade de um déficit fiscal real significativo, estimado em R$ 68,8 bilhões, mesmo que o governo atinja o limite inferior da meta, equivalente a um déficit de R$ 28,8 bilhões.

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Em entrevista à GloboNews, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do BC, afirmou que a cautela do mercado em relação ao cenário fiscal “não é exagerada”, destacando a elevada dívida pública do Brasil e a necessidade de atrair investidores para os títulos brasileiros.

Ainda nesta semana, o Banco Central divulgará o Relatório Trimestral de Inflação, além de outros dados relevantes sobre inflação, mercado de trabalho e contas públicas.

Na segunda-feira, o Boletim Focus trouxe uma nova alta nas expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2024, que passou de 4,35% para 4,37%, afastando-se ainda mais da meta central de 3%. As estimativas para a inflação em 2025 e 2026 também registraram leves aumentos.

Cenário Internacional

No exterior, a atenção dos mercados se volta para os próximos discursos dos dirigentes do Federal Reserve (Fed), após o banco central americano reduzir suas taxas de juros em 0,5 ponto percentual, na primeira baixa desde março de 2020. Além disso, novos dados de inflação nos Estados Unidos são aguardados para os próximos dias, o que pode trazer mais clareza sobre os próximos passos da política monetária americana.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.

De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas

Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.

A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.

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Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.

Média nacional do suíno vivo recua

Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.

No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.

Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.

Cotações regionais do suíno vivo
  • São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
  • Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
  • Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
  • Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
  • Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
  • Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
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Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume

Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.

O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.

Na comparação com maio de 2025, houve:

  • Crescimento de 1,4% na receita média diária;
  • Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
  • Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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