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Dólar, prêmios e Chicago em queda devem dificultar comercialização de soja

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A tendência para o mercado brasileiro de soja é de um dia menos movimentado, com preços ajustando-se devido ao recuo das cotações em Chicago, dos prêmios e do dólar. Esse cenário pode levar os produtores a retraírem suas vendas, prejudicando a comercialização da soja.

Na segunda-feira, o mercado registrou bons negócios, especialmente durante a manhã, com os preços variando de estáveis a mais altos. Segundo a Safras Consultoria, os vendedores estavam mais ativos no início da sessão, mas posteriormente se retraíram aguardando melhores cotações.

Preços Regionais
  • Passo Fundo (RS): A saca de 60 quilos subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00.
  • Região das Missões (RS): A cotação avançou de R$ 129,00 para R$ 131,00 a saca.
  • Porto de Rio Grande (RS): O preço aumentou de R$ 137,00 para R$ 139,00 a saca.
  • Cascavel (PR): A saca valorizou de R$ 128,50 para R$ 130,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): O preço cresceu de R$ 138,00 para R$ 140,00.
  • Rondonópolis (MT): A saca manteve-se em R$ 123,00.
  • Dourados (MS): O preço subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00 a saca.
  • Rio Verde (GO): A saca estabilizou em R$ 121,00.
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Chicago

Os contratos futuros de soja com vencimento em julho registraram uma queda de 0,86%, sendo negociados a US$ 12,37¼ por bushel. O mercado está realizando parte dos lucros acumulados nos últimos dois pregões, com as cotações pressionadas pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e por um cenário externo desfavorável, incluindo a queda do petróleo em Nova York e as bolsas europeias operando no vermelho.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que, até 19 de maio, 52% da área prevista para o plantio de soja já havia sido semeada, superando a expectativa do mercado de 49%. Na semana anterior, o plantio estava em 35%, enquanto no mesmo período do ano passado, era de 61%. A média histórica é de 49%.

Prêmios

Os preços FOB da soja nos portos brasileiros subiram na segunda-feira, acompanhando a alta consistente dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No entanto, os prêmios recuaram em um dia de pouca movimentação.

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Os prêmios de exportação da soja para junho estavam entre +25 e +35 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. Para julho de 2024, o prêmio variou entre +35 e +55 centavos, e para agosto de 2024, estava entre +45 e +60 centavos, conforme dados da Safras & Mercado. O preço FOB para junho ficou entre US$ 467,70 e US$ 471,40 por tonelada, comparado a US$ 461,50 e US$ 465,90 no dia anterior.

Câmbio

O dólar comercial operava em baixa de 0,12%, cotado a R$ 5,0977. O índice dólar (DXY) subia 0,03%, alcançando 104,60 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa: Xangai, -0,42%; Tóquio, -0,31%. Na Europa, as principais bolsas também operavam em baixa: Paris, -1,04%; Frankfurt, -0,54%; Londres, -0,46%. O petróleo WTI para junho registrava uma queda de 1,69%, sendo negociado a US$ 78,45 por barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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