AGRONEGÓCIO

Dólar Oscila e Ibovespa Sobe à Espera de Discursos do Presidente do Fed

Publicado em

Dólar Opera com Oscilação e Leve Queda

Na manhã desta terça-feira (22), o dólar apresentou leve oscilação e recuava 0,05% às 10h30, cotado a R$ 5,5618. Na véspera, a moeda americana fechou em baixa de 0,41%, aos R$ 5,5644. No acumulado do mês, o dólar já registra alta de 2,41%, apesar de apresentar queda de quase 10% no ano.

Ibovespa Registra Alta com Expectativa por Falas do Fed

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, operava em alta de 0,64%, alcançando 135.027 pontos, impulsionado pela cautela dos investidores que aguardam pronunciamentos do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e novos dados econômicos dos Estados Unidos. No fechamento da segunda-feira, o Ibovespa avançou 0,59%, aos 134.167 pontos, com alta acumulada de 11,54% no ano.

Relações Brasil-EUA Sob Pressão

O clima entre Brasil e Estados Unidos segue tenso após o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revogar vistos americanos de membros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo ministros Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Essa medida ocorreu em resposta à tarifa de 50% imposta pelo governo Trump sobre produtos brasileiros, além da abertura de uma investigação contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais.

Governo Brasileiro Reafirma Diálogo e Planeja Contingência

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à rádio CBN que o governo brasileiro “não vai sair da mesa de negociação” com os EUA sobre o tarifaço. Segundo ele, a determinação do presidente Lula é manter o engajamento permanente para resolver o impasse.

Além disso, Haddad destacou que a equipe econômica já prepara um plano de contingência para minimizar os impactos nos setores mais afetados.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá abre processo seletivo simplificado para médicos da Atenção Primária à Saúde
União Europeia Enfrenta Dificuldades nas Negociações Comerciais com os EUA

Paralelamente, a União Europeia enfrenta obstáculos nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Diplomatas europeus relataram propostas divergentes nas últimas rodadas, o que dificulta o avanço para um acordo que evite o aumento das tarifas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se reúne nesta semana com o presidente chinês, Xi Jinping, para fortalecer as relações comerciais entre UE e China, buscando alternativas em meio à instabilidade global.

Indicadores do Mercado

Nesta semana, o dólar acumula queda de 0,41%, mas registra alta de 2,41% no mês e queda de 9,96% no ano. Já o Ibovespa tem alta de 0,59% na semana, queda de 3,38% no mês, mas acumula valorização de 11,54% no ano.

Relatório Focus: Inflação e Juros Sob Avaliação

O boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (21) apontou nova redução na projeção de inflação para 2025, que caiu de 5,17% para 5,10%. Mesmo com a queda, a expectativa segue acima do teto da meta oficial (4,5%). Para 2026, a inflação prevista recuou ligeiramente para 4,45%, com estabilidade nas projeções para 2027 (4%) e 2028 (3,8%).

A estimativa para o crescimento do PIB em 2025 foi mantida em 2,23%, enquanto para 2026 houve leve ajuste de 1,89% para 1,88%. A taxa Selic permanece projetada em 15% ao ano para 2025, com expectativa de queda gradual para 12,5% em 2026 e 10,5% em 2027, refletindo a cautela do mercado diante dos desafios econômicos globais e das contas públicas.

Tarifaço e Impactos nas Negociações Comerciais

Com o prazo limite de 1º de agosto se aproximando, a União Europeia demonstra poucas expectativas de fechar acordo com os EUA para evitar o aumento das tarifas. O aumento das tensões é agravado pela ameaça do governo Trump de elevar tarifas de 10% para 30% sobre produtos europeus.

Leia Também:  Valtra Apresenta Inovações Tecnológicas na Agrishow 2025 para Aumentar Eficiência e Desempenho no Campo

Diplomatas revelaram que os representantes norte-americanos apresentaram propostas divergentes, dificultando consenso. A UE estuda ativar o instrumento de “anti-coerção” para retaliar setores estratégicos americanos e analisa aplicar um pacote tarifário de 21 bilhões de euros, suspenso até 6 de agosto.

Por sua vez, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reafirmou que o governo prioriza a qualidade dos acordos comerciais, mantendo o prazo para o aumento das tarifas.

Debate sobre o Federal Reserve

Scott Bessent também comentou que o Federal Reserve precisa ser avaliado em sua eficácia, evitando-se “alarmismos” em relação ao impacto das tarifas na inflação. Questionado sobre suposta recomendação para o presidente Trump não demitir Jerome Powell, Bessent preferiu não comentar, afirmando que essa decisão cabe exclusivamente ao presidente.

China Mantém Juros e Lança Megaprojeto Hidrelétrico

Na Ásia, a China manteve inalteradas suas taxas de juros de referência: 3% para o crédito de um ano e 3,5% para o crédito de cinco anos, usado em hipotecas.

Apesar dos sinais de crescimento mais resiliente, a demanda interna fraca e riscos da guerra comercial ainda pressionam a economia, mantendo expectativas de estímulos futuros.

Além disso, Pequim anunciou novas regras para o setor de aluguel residencial, visando maior regulação e oferta.

O destaque ficou para o anúncio do início das obras da maior usina hidrelétrica do mundo no Planalto Tibetano, um investimento estimado em US$ 170 bilhões. O projeto, o mais ambicioso desde a Usina das Três Gargantas, foi visto pelo mercado como um estímulo à economia chinesa, impulsionando ações e títulos na Ásia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Prefeitura prepara operação especial de trânsito e segurança para show

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Valtra Apresenta Inovações Tecnológicas na Agrishow 2025 para Aumentar Eficiência e Desempenho no Campo

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA