AGRONEGÓCIO

Dólar inicia o dia em queda sob influência do petróleo e cenário eleitoral americano

Publicado em

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (16), após ter registrado uma alta de 1,33% no dia anterior, quando fechou cotado a R$ 5,6565. A movimentação reflete um cenário global com poucos indicadores econômicos relevantes, onde os investidores seguem atentos ao comportamento do petróleo, ao processo eleitoral nos Estados Unidos e à situação fiscal do Brasil.

Apesar da contínua desvalorização, o petróleo trouxe certo alívio para o mercado nesta manhã. A commodity, que caiu mais de 4% na véspera, segue apresentando retração, com queda adicional de cerca de 0,40% nesta quarta-feira. Esse movimento se deve à diminuição das ameaças de Israel de atacar as instalações petrolíferas iranianas e às perspectivas de redução na demanda global, principalmente por parte da China.

A queda no preço do petróleo impacta diretamente o dólar. Com uma menor demanda pela commodity, há uma redução na circulação de dólares entre os países importadores, o que tende a valorizar a moeda norte-americana frente a economias exportadoras, como a brasileira.

Eleições americanas e cenário fiscal no Brasil também influenciam mercado

Leia Também:  USDA: Brasil vai importar 7,3 milhões de toneladas de trigo em 2026

Nos Estados Unidos, a proximidade das eleições presidenciais mantém o foco dos investidores, que acompanham com cautela as pesquisas eleitorais ainda indefinidas. O candidato republicano Donald Trump anunciou, nesta terça-feira, que pretende aumentar tarifas nos EUA caso seja eleito, o que tem gerado apreensão no mercado. Além disso, Trump afirmou que, se vitorioso, não dará ordens diretas ao Federal Reserve (Fed) sobre as taxas de juros, mas que terá o direito de influenciá-las.

No Brasil, o cenário fiscal segue no radar, com o mercado atento às contas públicas e às declarações das autoridades econômicas do país.

Cotação do dólar

Às 9h, o dólar apresentava queda de 0,20%, cotado a R$ 5,6454. Na máxima do dia anterior, a moeda atingiu R$ 5,6648, acumulando alta de 0,75% na semana, 3,85% no mês e 16,57% no ano.

Ibovespa

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, iniciou suas operações às 10h. Na véspera, o índice fechou com alta de 0,03%, aos 131.043 pontos, acumulando um avanço de 0,81% na semana. Contudo, o índice registra uma queda de 0,59% no mês e um recuo de 2,34% no acumulado do ano.

Leia Também:  Soja mantém estabilidade no Brasil enquanto preços avançam em Chicago com foco no clima dos EUA
Fatores globais influenciam o mercado

O alívio nos mercados internacionais ocorreu após a confirmação de que Israel não atacará as instalações nucleares e petrolíferas do Irã, reduzindo os temores sobre uma possível interrupção no fornecimento de petróleo. Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Agência Internacional de Energia (AIE) revisaram para baixo suas projeções de demanda global pela commodity em 2024, com destaque para a redução nas importações chinesas.

As tensões eleitorais nos Estados Unidos continuam a movimentar o cenário financeiro global, com a disputa entre Donald Trump, candidato republicano, e a democrata Kamala Harris, que segue acirrada, de acordo com as últimas pesquisas.

Os desdobramentos fiscais no Brasil, o preço do petróleo e as incertezas políticas nos EUA devem continuar influenciando os movimentos do dólar e do Ibovespa nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

Published

on

O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

Leia Também:  Seciteci inicia colônia de férias gratuita com atividades científicas no Museu de História Natural

A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

Leia Também:  Mercado Brasileiro de Café Deve Ter Início de Semana Tranquilo com Divergências no Dólar e em Nova York

A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA