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Dólar inicia o dia em leve alta após novo aumento da Selic pelo Copom

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O dólar iniciou o pregão desta quinta-feira (20) com leve alta, reagindo à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil de elevar a Selic, taxa básica de juros do país. A moeda americana subia 0,12%, cotada a R$ 5,6543 às 09h10. No dia anterior, o dólar recuou 0,43%, sendo negociado a R$ 5,6474, acumulando perdas de 1,67% na semana, 4,54% no mês e 8,61% no ano.

A decisão do Copom, anunciada na quarta-feira, aumentou a Selic em 1 ponto percentual, elevando-a para 14,25% ao ano, o maior nível desde a crise econômica de 2015-2016. A medida é uma tentativa do Banco Central de controlar a inflação, que se mantém elevada devido a fatores internos e externos, como a valorização do dólar e questões climáticas que afetam os alimentos.

O comunicado do Copom indicou que, embora a alta tenha sido significativa, o BC está disposto a implementar um novo aumento, mas com magnitude reduzida. A expectativa é que a taxa Selic atinja 15% ao ano até 2025, conforme analistas do mercado financeiro. A alta dos juros é uma das principais ferramentas do Banco Central para conter a inflação, que registrou um aumento de 5,06% nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Na mesma data, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve suas taxas de juros entre 4,25% e 4,50% ao ano, em linha com as previsões do mercado. Essa diferença nas taxas de juros entre os dois países deve atrair mais investimentos para o Brasil, que oferece rendimentos mais altos em seus títulos públicos.

Ibovespa em alta

O índice Ibovespa também refletiu o otimismo do mercado, encerrando a véspera com alta de 0,79%, aos 132.508 pontos. Com isso, o índice acumula ganhos de 2,75% na semana, 7,91% no mês e 10,16% no ano.

Expectativa para o futuro da economia brasileira

Sidney Lima, analista de investimentos da Ouro Preto Investimentos, destaca que a elevação da Selic encarece o crédito e pode reduzir o consumo, desacelerando a economia no médio prazo. No entanto, ele ressalta que os efeitos dessa medida podem ser limitados caso não haja ajustes fiscais e um ambiente econômico mais confiável.

Por sua vez, o Fed, que também enfrentou desafios econômicos internos, sinalizou a possibilidade de dois cortes nas taxas de juros ainda este ano, destacando o aumento das incertezas econômicas nos Estados Unidos.

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Impactos das políticas fiscais globais

Economistas alertam sobre o impacto das tarifas comerciais implementadas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que ainda afetam a inflação nos Estados Unidos, elevando os custos de produção e, consequentemente, os preços para os consumidores. As incertezas geradas por essas políticas também têm afetado a confiança dos consumidores, ampliando os temores de desaceleração econômica ou recessão na maior economia do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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