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Dólar inicia o dia em baixa com foco em relatório do Banco Central e estímulos na China

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O dólar começou a quinta-feira (26) em baixa, após o mercado absorver o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado pelo Banco Central (BC). No dia anterior, a moeda norte-americana havia subido 0,23%, encerrando o pregão cotada a R$ 5,4755, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,43%, fechando aos 131.587 pontos.

O relatório do BC ajustou a projeção oficial da inflação para o ano, elevando-a de 4% para 4,3%. Apesar da alta, o índice segue dentro da meta de inflação brasileira, que é de 3%, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. Contudo, a instituição alertou para um aumento na probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta, que passou de 28% para 36%.

O Banco Central também revisou para cima as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,3% para 3,2%, destacando que o desempenho da atividade econômica tem superado expectativas. Além disso, a instituição ressaltou que os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul foram menores do que o previsto, contribuindo para esse resultado.

Cenário internacional: China em destaque

A economia chinesa segue no centro das atenções do mercado global. O Banco Central da China anunciou, no início da semana, um pacote de estímulos com o objetivo de fomentar o consumo, o que animou investidores, que esperam um aumento na demanda externa do país. Na quinta-feira, autoridades chinesas reconheceram novos desafios econômicos e prometeram “gastos fiscais necessários” para garantir o crescimento de 5% do PIB em 2024. Esse cenário alimenta expectativas de mais medidas para impulsionar o consumo no país asiático.

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Cotação do dólar e Ibovespa

Por volta das 9h15, o dólar registrava queda de 1,15%, sendo negociado a R$ 5,4126. No acumulado da semana, a moeda americana registra queda de 0,82%, perda de 2,79% no mês, mas avanço de 12,84% no ano.

O Ibovespa, que inicia suas operações às 10h, encerrou o último pregão com queda de 0,43%, somando uma alta de 0,40% na semana, recuo de 3,25% no mês e perda de 1,94% no ano.

Inflação e juros no radar dos investidores

O cenário doméstico de inflação e juros continua sendo uma das principais preocupações do mercado. Na quarta-feira (25), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA-15, indicador prévio da inflação oficial, que registrou alta de 0,13% em setembro, abaixo das expectativas. A elevação foi impulsionada, sobretudo, pelo aumento da tarifa de energia elétrica residencial, refletindo a aplicação da bandeira tarifária.

Apesar da inflação abaixo do esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC indicou, na ata de sua última reunião, que a alta nos juros deve continuar, reafirmando o compromisso com a convergência da inflação à meta estabelecida. O aumento das taxas de juros impacta diretamente o crédito para empresas e consumidores, resultando na desaceleração do consumo e investimentos, o que contribui para o controle inflacionário.

Ainda segundo o documento do BC, a atividade econômica e o mercado de trabalho têm demonstrado um desempenho melhor do que o previsto. O relatório também destacou a necessidade de mais rigor fiscal e reformas estruturais, áreas em que o governo ainda enfrenta desafios. A contenção de despesas, por exemplo, foi menor do que o esperado pelo mercado, gerando maior cautela entre os investidores.

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Panorama fiscal e preocupações com o déficit

A questão fiscal continua a ser um ponto sensível. O último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias mostrou que o governo federal bloqueou R$ 2,1 bilhões no Orçamento de 2024 para garantir o cumprimento do teto de gastos, ao mesmo tempo em que reverteu R$ 3,8 bilhões de contingenciamento realizado anteriormente. Analistas alertam que, mesmo com os ajustes, o déficit fiscal pode ser maior do que o projetado, chegando a R$ 68,8 bilhões.

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, destacou em entrevista que as preocupações com o cenário fiscal são legítimas, considerando a elevada dívida pública brasileira. Ele enfatizou que o Brasil não tem uma “capacidade infinita” de captar recursos e que investidores demandarão maiores retornos diante de um risco fiscal elevado.

Expectativas futuras

Para o restante do ano, o Boletim Focus aumentou as projeções de inflação para 2024, de 4,35% para 4,37%. As estimativas também subiram para 2025 e 2026. Quanto ao PIB, a expectativa de crescimento para o próximo ano passou de 2,96% para 3%, impulsionada pelos resultados positivos do segundo trimestre.

No cenário externo, o mercado segue atento às movimentações do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), que recentemente cortou suas taxas de juros em 0,5 ponto percentual, após quatro anos sem mudanças. Investidores aguardam novos discursos dos dirigentes do Fed e a divulgação de novos indicadores de inflação no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abertas inscrições para os Jogos Estudantis Cuiabanos 2026

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A Prefeitura de Cuiabá abriu as inscrições para a 49ª edição dos Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs). Considerado um dos principais eventos do calendário esportivo educacional da capital, o torneio será realizado entre os dias 23 de maio e 30 de junho, com expectativa de ampliar a participação de estudantes das redes pública e privada.

As inscrições já estão disponíveis de forma online, conforme orientações do boletim informativo oficial . As equipes interessadas podem se inscrever pelos links específicos para cada categoria:

Modalidades coletivas

Modalidades individuais

A cerimônia de abertura está marcada para o dia 23 de maio, às 18h, no Ginásio Dom Aquino. As competições começam no dia 26, reunindo disputas em modalidades como futsal, voleibol, basquetebol, handebol, atletismo, natação, judô, ginástica artística, xadrez, badminton, tênis de mesa, taekwondo, karatê e wrestling.

De acordo com o secretário municipal adjunto de Esporte e Lazer, Pablo Queiroz, a proposta do evento vai além da competição. “A principal proposta não é apenas realizar uma competição, mas fortalecer uma mentalidade esportiva na cidade, mostrando o esporte como ferramenta de disciplina e transformação social”, afirmou.

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Ele também destaca o papel educativo dos jogos. “O estudante que participa aprende valores como responsabilidade, trabalho em equipe e superação, que permanecem para toda a vida”, completou.

Em 2025, os JECs reuniram mais de 2 mil atletas de 85 escolas. Para este ano, a expectativa é aumentar esse número em pelo menos 20%, com participação aberta a todas as unidades de ensino da capital.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, reforça que o evento representa um investimento no desenvolvimento dos jovens. “Estamos ampliando uma política pública que utiliza o esporte como instrumento de inclusão, educação e oportunidades. O impacto vai além das quadras, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes”, destacou.

Além do crescimento no número de participantes, a organização prevê melhorias na estrutura, incluindo reforço na segurança, presença de equipes médicas e melhor organização dos espaços esportivos.

Com mais de um mês de duração, os Jogos Estudantis Cuiabanos mobilizam escolas, famílias e profissionais do esporte, consolidando-se como uma importante iniciativa de integração, formação e valorização do esporte escolar em Cuiabá.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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