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Dólar Inicia a Semana em Alta com Expectativa pela Ata do Copom e Decisões do Fed

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O dólar começou esta segunda-feira (16) em alta, refletindo a cautela do mercado diante de eventos econômicos cruciais previstos para os próximos dias. Entre os destaques, estão a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na terça-feira e o aguardado encontro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que decidirá sobre as novas taxas de juros no país.

No cenário doméstico, investidores permanecem atentos ao andamento do pacote fiscal no Congresso Nacional, que enfrenta o risco de sofrer desidratações significativas.

Dólar e Ibovespa

Às 9h, o dólar registrava alta de 0,53%, cotado a R$ 6,0666. Na última sexta-feira (13), a moeda norte-americana havia subido 0,43%, fechando o dia cotada a R$ 6,0347. Apesar disso, na semana anterior, acumulou queda de 0,60%, mas apresentou alta de 0,57% no mês e expressivo avanço de 24,36% no acumulado do ano.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, começa suas operações após as 10h. Na sexta-feira, o índice recuou 1,13%, encerrando o pregão com 124.612 pontos. No acumulado, o índice apresentou queda de 1,06% na semana, retração de 0,84% no mês e redução de 7,13% no ano.

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Expectativas para os Mercados

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, trouxe projeções de aumento na taxa básica de juros e na inflação para os próximos anos.

  • Inflação: A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024 subiu de 4,84% para 4,89%, mantendo-se acima do teto da meta de inflação de 4,5%. Para 2025, a projeção passou de 4,59% para 4,60%, enquanto para 2026 permaneceu em 4%.
  • Taxa de juros: Após o Banco Central elevar a Selic para 12,25% ao ano na semana passada, o mercado agora projeta que a taxa básica alcance 14% ao final de 2025, acima da estimativa anterior de 13,5%. Para 2026, a previsão subiu de 11% para 11,25%.
  • Crescimento do PIB: A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 foi ajustada de 3,39% para 3,42%, enquanto a expectativa para 2025 subiu de 2% para 2,01%.
Cenário Externo

No exterior, os mercados se voltam para os novos indicadores econômicos nos Estados Unidos e na Europa. As decisões do Fed e os dados divulgados por essas economias devem influenciar diretamente o comportamento dos investidores nos próximos dias.

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Com os olhos voltados para eventos cruciais, o mercado mantém postura cautelosa, refletindo incertezas tanto no âmbito doméstico quanto internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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