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Dólar Avança Frente ao Real em Meio a Incertezas sobre a Economia dos EUA

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O dólar apresentou um avanço em relação ao real nas primeiras negociações desta terça-feira, aproximando-se da marca de 5,27 reais. Esse movimento acompanha os ganhos da divisa norte-americana em mercados emergentes, em meio a incertezas sobre o futuro da economia dos Estados Unidos, o que tem deixado os investidores mais cautelosos.

Às 9h44, o dólar à vista registrava um aumento de 0,64%, sendo negociado a 5,2679 reais na venda. Enquanto isso, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento apresentava alta de 0,15%, cotado a 5,2725 reais na venda.

Incerteza nos EUA e Dados Econômicos

Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank, destacou a incerteza nos mercados em relação aos dados de emprego dos EUA, que está impulsionando a busca por segurança entre os investidores. A divulgação do relatório de emprego fora do setor agrícola de maio, prevista para sexta-feira, e os números do relatório Jolts, que registram as ofertas de trabalho nos EUA, serão analisados de perto pelos mercados.

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Além disso, a contração da atividade manufatureira nos Estados Unidos em maio tem gerado expectativas sobre a possibilidade de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve. Isso ocorre mesmo com a persistência de um mercado de trabalho aquecido, o que tem mantido as autoridades do Fed cautelosas em relação à trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%.

Cenário Internacional e Doméstico

No cenário internacional, o dólar tem avançado em mercados emergentes, refletindo os resultados eleitorais no México e na África do Sul, que têm deixado os investidores mais cautelosos em relação ao futuro das economias desses países. Por outro lado, o dólar australiano, um indicador de apetite por risco, estava em queda em relação à moeda dos EUA.

No âmbito doméstico, o IBGE divulgou dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o primeiro trimestre, indicando um crescimento de 0,8% em comparação com os três meses anteriores, em linha com as expectativas.

Após encerrar a segunda-feira em baixa, o dólar à vista fechou cotado a 5,2346 reais na venda.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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