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Dólar abre em alta com inflação no Brasil e dados dos EUA no radar

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Dólar inicia o dia em leve alta

O dólar iniciou o pregão desta quinta-feira (12) em leve valorização frente ao real, refletindo a cautela dos investidores diante de dados de inflação no Brasil, indicadores econômicos dos Estados Unidos e oscilações no mercado internacional do petróleo.

Na abertura do mercado, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,1720, registrando alta de 0,29%. No fechamento da sessão anterior, o dólar havia avançado 0,04%, cotado a R$ 5,1587.

O movimento acompanha a postura mais cautelosa do mercado financeiro global, que monitora indicadores econômicos relevantes e possíveis sinais sobre a trajetória da política monetária nas principais economias.

Ibovespa abre sessão após fechar em alta

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, inicia o pregão às 10h, após encerrar a sessão anterior em território positivo.

Na quarta-feira, o índice registrou alta de 0,28%, encerrando o dia aos 183.969 pontos. O desempenho reflete o fluxo de capital estrangeiro e a recuperação de ações ligadas a commodities e ao setor financeiro.

O comportamento da bolsa brasileira também segue influenciado pelas expectativas em relação aos juros no Brasil e ao cenário econômico internacional.

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Inflação no Brasil segue no radar do mercado

Entre os fatores domésticos acompanhados pelos investidores está o comportamento da inflação brasileira. Os dados mais recentes reforçam a atenção do mercado em relação às decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros.

A evolução dos índices de preços é considerada um dos principais termômetros para avaliar os próximos passos da política monetária no país, o que pode impactar diretamente o câmbio, a bolsa e os investimentos.

Indicadores dos EUA e petróleo influenciam o câmbio

No cenário internacional, os investidores acompanham a divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos, que podem trazer sinais sobre a condução da política monetária pelo Federal Reserve.

Além disso, as oscilações no preço do petróleo também entram no radar do mercado, já que influenciam as expectativas de inflação global e o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil.

Desempenho do dólar
  • Cotação na abertura: R$ 5,1720
  • Variação no dia: +0,29%
  • Acumulado do dólar:
  • Semana: -1,62%
  • Mês: +0,48%
  • Ano: -6,01%
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Desempenho do Ibovespa
  • Fechamento anterior: 183.969 pontos
  • Variação do dia anterior: +0,28%
  • Acumulado do índice:
  • Semana: +2,57%
  • Mês: -2,55%
  • Ano: +14,18%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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