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Divinut Inova com Projeto de Inoculação de Mudas de Noz-Pecã com Trufas na Expointer 2024

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Durante a Expointer 2024, que ocorre de 24 de agosto a 1 de setembro no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS), a Divinut, a maior processadora de noz-pecã do hemisfério sul, apresentará um inovador projeto de inoculação de mudas de noz-pecã com trufas comestíveis. Este projeto pioneiro, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e sua equipe de pesquisa liderada pela professora Zaida Antonioli, visa agregar valor ao cultivo de nogueira-pecã no Rio Grande do Sul.

O diretor da Divinut, Edson Ortiz, destaca que a introdução dos esporos de trufas nas raízes das mudas de noz-pecã é uma inovação que promete aumentar a rentabilidade das plantações. “É um projeto inovador e complexo, mas acreditamos que trará grandes benefícios para o cultivo da nogueira-pecã”, afirma Ortiz. A relação entre trufas e nozes-pecãs foi identificada há oito anos em pesquisas realizadas em Cachoeira do Sul, e desde então a Divinut tem explorado essa interação através de testes em viveiros e laboratórios, com planos futuros de inoculações em campo e comercialização de mudas trufadas.

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Além do projeto com trufas, a Divinut promoverá um minicurso sobre Sistema de Produção de Noz-Pecã em seu estande na Expointer, localizado na casa AGPTEA (Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola). O curso, que ocorrerá no dia 26 de agosto às 14h, é ministrado por Edson Ortiz e visa qualificar parceiros e atender às demandas do mercado internacional. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link inscrição.

Reconhecida por sua atuação na exportação, a Divinut também é uma das premiadas no 52º Prêmio Exportação RS, figurando entre os 68 empreendimentos laureados pelo Conselho do Prêmio. A empresa já exportou noz-pecã descascada para a Arábia Saudita e outros países, como Espanha, Israel, Itália e Egito. Recentemente, exportou 24 toneladas para Montreal, no Canadá, e para os Estados Unidos.

Outra novidade no portfólio da Divinut que será apresentada na Expointer é o óleo de noz-pecã. Produzido exclusivamente a partir do fruto da noz-pecã, este óleo é rico em ácidos graxos essenciais, como ômega 3, 6 e 9, e é ideal para o sistema cardiovascular e cerebral. O diretor Edson Ortiz revela que o desenvolvimento do óleo, resultado de 20 anos de pesquisa com a UFSM e a UFSC, é um avanço significativo. “O óleo é puro e pode ser utilizado como azeite de oliva na culinária, preservando o sabor da noz-pecã”, conclui Ortiz.

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A Expointer 2024 será a vitrine para essas inovações da Divinut, que continuam a destacar o setor de noz-pecã e suas contribuições para a agroindústria e a gastronomia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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