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Disputa pela Ptax e Contexto Externo Impulsionam Dólar no Brasil

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Após uma abertura com leve queda, o dólar à vista registrou ganhos no Brasil nesta sexta-feira, em um cenário marcado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês, movimentação dos mercados globais e divulgação do índice de inflação PCE dos Estados Unidos.

Às 10h09, o dólar à vista apresentava um avanço de 0,28%, atingindo 5,2250 reais na venda. Na B3, o dólar para julho, que se torna o mais líquido devido à formação da taxa Ptax, registrava um aumento de 0,13%, cotado a 5,2110 reais.

O índice PCE, importante para a formulação da política monetária pelo Federal Reserve, aumentou 0,3% em abril, de acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, mantendo-se em linha com as expectativas dos economistas consultados pela Reuters.

Disputa pela Ptax e Ajustes de Mercado

As cotações do dólar, inicialmente em queda frente a outras moedas fortes no exterior após a divulgação do PCE, começaram a se aproximar da estabilidade e, posteriormente, a subir no Brasil por volta das 10h, devido à disputa pela formação da Ptax de fim de mês.

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A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, serve como referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, os agentes financeiros buscam influenciar essa taxa de acordo com suas posições no mercado.

Neste contexto, as cotações também foram influenciadas pelo noticiário internacional, especialmente o anúncio de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 1,3% no primeiro trimestre, abaixo das estimativas anteriores.

No exterior, o dólar apresentava queda em relação a outras moedas fortes e à maioria das divisas de países emergentes e exportadores de commodities, seguindo os dados do PCE.

Na quarta-feira, antes do feriado, o dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,2103 reais na venda, registrando uma alta significativa de 1,10%. O Banco Central realizará neste pregão um leilão de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1° de agosto de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

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A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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