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Diretores e professores de Cuiabá elogiam conteúdo da Semana Pedagógica

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Professores, diretores e coordenadores das escolas públicas de Cuiabá elogiaram a estrutura oferecida pela Secretaria Municipal de Educação (SME) para a realização da Semana Pedagógica – “Trilhando Conhecimentos, Competências e Conexões com a Tecnologia”. Clique AQUI para conferir a íntegra da programação.

O evento, que inclui palestras sobre educação inclusiva, foi aberto nesta segunda-feira (26), no Hotel Fazenda Mato Grosso. Nos dois últimos dias, a Semana Pedagógica ocorrerá nas unidades escolares. Os participantes ainda farão cursos on-line sobre identificação de sinais de violência nas escolas, como o bullying, educação ambiental e impactos da educação física escolar no desenvolvimento cognitivo na infância.

A professora Letícia de Figueiredo Araújo, lotada na Escola Municipal Filogônio Corrêa, do bairro Campo Velho, avalia como uma oportunidade única para integração das atividades pedagógicas.

“É um evento muito produtivo para debatermos trabalho em equipe. Educação se constrói com diálogo que nos leva ao aperfeiçoamento”, disse.

O diretor da Escola Municipal Hilda Caetano, professor Vilson Aguiar, cuja unidade está localizada na zona rural, no Distrito do Sucuri, vê com satisfação o ciclo de palestras e debates promovidos na Semana Pedagógica.

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“É importante ter formação porque já começa o ano letivo com mais conhecimento para ensinar as crianças. Quando começa o ano letivo, somos obrigados a nos dedicar 100% às crianças. Isso ajuda a compreender, como um todo, quais desafios teremos em 2026”.

O coordenador da Escola José Luís Borges Garcia, professor Samuel Duarte de Souza, avalia a Semana Pedagógica como evento essencial para a melhoria dos índices educacionais.

“É muito importante porque, no começo do ano, precisamos colocar em prática a execução dos projetos desenvolvidos pela Secretaria de Educação ao longo de 2026. É uma oportunidade que nós, professores, temos de contribuir com as políticas públicas, porque mostra para nós como lidar com dificuldades eventuais ao longo do ano e quais profissionais da educação devemos procurar para saná-las”.

Reconhecimento

O prefeito Abilio Brunini agradeceu a participação dos servidores da educação na Semana Pedagógica. No primeiro dia, participaram 10 mil servidores em dois turnos. “Isso mostra o comprometimento dos profissionais em discutir políticas públicas que nos permitam avançar em melhor qualidade de ensino nas salas de aula, no tratamento aos alunos especiais, a partir do conhecimento das atribuições das Cuidadoras de Alunos com Deficiência (CADs). Tenho a plena confiança de que o material pedagógico será bem executado pelos profissionais da educação”, afirmou.

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A primeira-dama Samantha Iris também elogia a participação dos servidores da educação. “A primeira infância é a fase mais importante da vida de uma criança. O professor, o técnico da merenda escolar, o funcionário da limpeza, o técnico que formula o projeto, todos têm um vínculo afetivo com as crianças, que merecem uma vida com plena felicidade. A escola assume o papel de protagonista do bem-estar emocional de cada criança”.

O secretário Amauri Monge Fernandes avalia que o alto índice de participação dos servidores na Semana Pedagógica mostra o desejo de cada servidor da educação em contribuir para o avanço da política pedagógica. “Estou muito confiante de que o conteúdo ensinado em sala de aula se reverterá em conhecimento às crianças e em melhoria nos indicadores de qualidade de ensino”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Produção recorde de leite impulsiona digitalização e novas estratégias no setor de laticínios

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O setor de laticínios brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo avanço da produção de leite e pela crescente demanda por alimentos frescos. Dados do IBGE apontam que a aquisição de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, volume recorde da série histórica e 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, foram captados 7,36 bilhões de litros, alta anual de 8,6%.

O crescimento reforça o potencial competitivo da cadeia leiteira nacional, mas também amplia os desafios logísticos e operacionais do setor. Com um produto altamente perecível, a eficiência na distribuição se torna fator decisivo para evitar perdas, garantir qualidade e equilibrar produção e consumo.

Cadeia do leite enfrenta desafios com aumento da oferta

Ao contrário de outras categorias alimentícias, o leite exige uma operação logística extremamente sincronizada. Oscilações entre oferta e demanda podem gerar desperdícios significativos, seja pela falta de produtos em períodos de maior consumo ou pelo descarte causado pelo excesso de produção.

Além disso, o comportamento do consumidor brasileiro também vem mudando. A busca por produtos mais naturais, frescos e com origem conhecida impulsiona modelos de comercialização mais diretos.

Pesquisa “Do prato ao copo”, realizada pela MindMiners, mostra que 33% dos brasileiros afirmam consumir mais alimentos naturais ou in natura, enquanto 53% alternam entre produtos naturais e industrializados. Entre as bebidas não alcoólicas, 38% priorizam opções consideradas mais naturais.

Nesse cenário, a tradicional entrega de leite em domicílio volta a ganhar espaço, agora impulsionada pela tecnologia.

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Modelo de entrega domiciliar ganha nova força com digitalização

Durante décadas, o sistema de entrega de leite na porta de casa operou com base em rotas fixas, pedidos recorrentes e relacionamento direto entre distribuidores e consumidores. Embora eficiente, o modelo tinha limitações operacionais e baixa integração de dados.

Com a digitalização da cadeia, empresas do setor começam a transformar essa dinâmica, integrando pedidos, pagamentos, logística e gestão em plataformas unificadas.

Segundo a CEO da Food2C, Einat Eisler Carasso, o avanço tecnológico permite modernizar um formato tradicional sem alterar sua essência.

“A digitalização traz previsibilidade, organização e controle para uma operação que historicamente dependia de processos manuais. Em uma cadeia como a de lácteos, na qual perecibilidade e margem caminham juntas, reduzir ineficiências é fundamental”, afirma.

Compra recorrente melhora previsibilidade e reduz desperdícios

Entre os principais avanços proporcionados pela digitalização está a adoção de modelos de compra recorrente e assinaturas. Com entregas programadas, as empresas conseguem prever melhor a demanda e ajustar a produção com mais precisão.

A estratégia reduz desperdícios, melhora o abastecimento e fortalece a fidelização dos consumidores.

“A recorrência muda completamente a operação. Quando existe previsibilidade de consumo, toda a cadeia consegue atuar com mais eficiência, desde a produção até a entrega final. Isso também melhora a experiência do consumidor, que recebe produtos mais frescos e com regularidade”, destaca Einat.

Além da previsibilidade, o modelo aumenta a segurança de abastecimento para o consumidor, reduzindo o risco de falta de produtos no dia a dia.

Digitalização transforma operação de empresas tradicionais

O movimento já começa a ganhar força entre empresas consolidadas do setor. A Fazenda Bela Vista, que atua há mais de 30 anos com entrega domiciliar de leite e produtos frescos, modernizou recentemente sua operação ao substituir processos descentralizados por uma plataforma integrada.

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Com a mudança, pedidos, pagamentos e informações passaram a ser gerenciados em um único ambiente digital, conectando distribuidores, consumidores e indústria.

Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Passarini, a digitalização elevou o nível de eficiência operacional sem comprometer a proximidade com o cliente.

“A entrega domiciliar sempre fez parte da nossa história, mas a tecnologia trouxe mais organização, controle e capacidade de planejamento. Hoje conseguimos operar com mais eficiência e oferecer uma experiência mais consistente ao consumidor”, explica.

Dados e tecnologia fortalecem eficiência na cadeia de lácteos

Outro benefício da transformação digital está no acesso a informações mais precisas sobre hábitos de consumo, comportamento dos clientes e demanda regionalizada.

Com dados centralizados, as empresas conseguem ajustar ofertas, otimizar estoques e estruturar rotas de entrega de forma mais inteligente, reduzindo custos logísticos e desperdícios ao longo da cadeia.

Para especialistas do setor, a tecnologia tende a se consolidar como um dos principais vetores de competitividade da cadeia leiteira brasileira nos próximos anos.

Com a produção em crescimento e o consumo cada vez mais conectado à conveniência e à qualidade, modelos digitais devem ganhar relevância tanto na indústria quanto na distribuição.

“Existe uma grande oportunidade de modernizar a distribuição de alimentos no Brasil sem romper com modelos já consolidados. A tecnologia atua justamente como ponte entre produção, logística e consumidor final”, conclui Einat.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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