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Diesel sobe até 13,8% nas distribuidoras e pressiona custos logísticos no Brasil, aponta IBPT

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Alta nos combustíveis nas distribuidoras no início de março

Os preços médios dos combustíveis vendidos pelas distribuidoras aos postos registraram aumento na primeira semana de março de 2026, com destaque para o diesel, que apresentou as maiores elevações em todas as regiões do país.

Os dados são de um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), baseado na análise de aproximadamente 93 mil notas fiscais eletrônicas de operações com combustíveis em todos os estados brasileiros.

O estudo avaliou os preços praticados entre 1º e 8 de março de 2026 e busca identificar se as variações registradas no mercado atacadista estão sendo repassadas aos consumidores finais nas bombas dos postos.

Segundo o presidente do Conselho Superior do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, o cenário internacional tem influenciado diretamente o comportamento recente dos preços dos combustíveis.

De acordo com ele, os impactos da guerra no Oriente Médio afetaram o mercado global de petróleo e refletiram também no Brasil. As distribuidoras ajustaram seus preços considerando a recomposição de estoques, mas os reajustes não são necessariamente repassados de forma uniforme ao consumidor final.

Diesel lidera aumento de preços no país

O diesel foi o combustível com maior elevação no período analisado.

O Diesel S10 Aditivado registrou aumento médio nacional de 8,91%, equivalente a cerca de R$ 0,55 por litro. Já o Diesel S10 Comum apresentou alta de 8,70%, aproximadamente R$ 0,52 por litro.

A região Nordeste concentrou os maiores reajustes:

  • Diesel S10 Aditivado: alta de 13,87%
  • Diesel S10 Comum: aumento de 12,96%

No Centro-Oeste, também foram observadas elevações relevantes, com o Diesel S10 Comum subindo 10,82%.

Outras variações expressivas ocorreram na linha Diesel S500, cujas versões:

  • S500 comum: alta de 6,53%
  • S500 aditivado: aumento de 6,08%
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Segundo Amaral, o diesel tem impacto direto na economia brasileira devido ao seu papel central na logística nacional, baseada majoritariamente no transporte rodoviário.

O aumento dos preços do petróleo no cenário internacional, provocado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem gerado instabilidade no mercado global de combustíveis e refletido nos custos para o consumidor brasileiro.

Gasolina também registra elevação nas distribuidoras

A gasolina também apresentou alta no período analisado, embora em intensidade menor que o diesel.

A gasolina comum teve aumento médio nacional de 2,06%, o que representa cerca de R$ 0,11 por litro.

A maior variação regional foi registrada no Centro-Oeste, com elevação de 4,73%.

Já a gasolina aditivada apresentou aumento médio nacional de 1,71%. A região Sul foi a única a registrar leve queda no período, com retração de 0,95%.

Segundo Amaral, as diferenças regionais observadas no levantamento estão ligadas à estrutura da cadeia de distribuição de combustíveis no Brasil.

As distribuidoras adquirem combustíveis das refinarias ou por meio de importações, realizam a mistura obrigatória de biocombustíveis — como biodiesel no diesel e etanol na gasolina — e revendem aos postos. O custo de transporte para diferentes regiões do país também influencia os preços, especialmente em áreas mais distantes dos centros de refino.

Etanol apresenta queda na maior parte do país

Diferentemente dos combustíveis fósseis, o etanol hidratado apresentou queda média nacional de 0,66% na primeira semana de março.

As maiores reduções ocorreram nas seguintes regiões:

  • Sul: queda de 2,68%
  • Sudeste: retração de 2,46%

O Centro-Oeste registrou redução de 0,30%, enquanto o Nordeste apresentou queda de 0,27%.

A única exceção foi a região Norte, onde houve aumento de 2,41% no etanol comum e 0,43% no etanol aditivado.

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Diferenças regionais no mercado de combustíveis

A análise regional do levantamento do IBPT evidencia comportamentos distintos entre combustíveis e regiões brasileiras:

  • Nordeste: maiores altas do diesel no país
  • Centro-Oeste: maior aumento da gasolina comum
  • Sul e Sudeste: maiores reduções no etanol
  • Norte: única região com alta no etanol

De acordo com o diretor do IBPT, Carlos Alberto Pinto Neto, o aumento dos combustíveis tende a impactar diversos setores da economia.

Segundo ele, como diesel e gasolina são os combustíveis mais consumidos no país, qualquer reajuste gera reflexos imediatos na cadeia logística, pressionando os custos do transporte e, consequentemente, o preço final de produtos que dependem do transporte rodoviário.

Monitoramento semanal do mercado

O levantamento integra um monitoramento semanal do mercado de combustíveis realizado pelo IBPT. O objetivo é acompanhar a evolução dos preços praticados pelas distribuidoras e ampliar a transparência sobre a formação de preços no setor.

A análise utiliza dados reais de mercado obtidos por meio de 93 mil notas fiscais eletrônicas de comercialização de combustíveis em todo o território nacional, permitindo identificar tendências de preços e diferenças regionais no abastecimento.

Metodologia do estudo

O estudo foi elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, entidade fundada em 1992 e dedicada à produção de estudos tributários, econômicos e de mercado em diversos setores da economia brasileira.

A pesquisa analisou operações realizadas entre 1º e 8 de março de 2026, com base em notas fiscais eletrônicas de comercialização de combustíveis entre distribuidoras e postos revendedores em todos os estados do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.

De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas

Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.

A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.

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Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.

Média nacional do suíno vivo recua

Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.

No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.

Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.

Cotações regionais do suíno vivo
  • São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
  • Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
  • Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
  • Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
  • Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
  • Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
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Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume

Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.

O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.

Na comparação com maio de 2025, houve:

  • Crescimento de 1,4% na receita média diária;
  • Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
  • Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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