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Dicas para Maximizar a Produção de Ovos e Melhorar a Rentabilidade

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O consumo de ovos no Brasil continua a atingir números recordes, com uma média de 263 unidades consumidas por pessoa em 2024, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal. O crescente volume de demanda coloca uma pressão sobre os produtores, que precisam aprimorar suas técnicas de produção e gestão para atender a esse mercado em expansão. Para auxiliar os produtores a lidar com esses desafios, a ADM, líder no setor de nutrição animal, reuniu seu especialista em nutrição de aves, Leonardo Bertin Capeletto, que compartilhou recomendações para otimizar a produção e tornar o produto mais atrativo.

Fortalecendo a Casca dos Ovos para Reduzir Perdas

Na avicultura de postura, a principal fonte de perdas econômicas está relacionada à produção da casca do ovo. Estima-se que as perdas financeiras devido a problemas na casca podem alcançar até 3%, número que aumenta conforme as aves envelhecem. Para garantir ovos de qualidade superior ao consumidor, o manejo adequado das poedeiras é crucial, especialmente no que diz respeito à alimentação desde o nascimento das pintainhas.

O equilíbrio entre o peso do ovo, a idade da galinha e a oferta de microminerais como cobre, manganês e zinco são determinantes para a integridade da casca. Estes minerais desempenham papéis essenciais no fortalecimento estrutural, espessura e resistência da casca, além de contribuírem para a saúde geral da ave. O manganês, por exemplo, é fundamental na formação da matriz orgânica da casca, enquanto o zinco facilita a disposição do cálcio e o cobre é vital para a síntese de elastina e colágeno, essenciais para a resistência.

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Além disso, durante períodos de estresse elevado, como em situações de calor intenso, a suplementação de microminerais, como zinco e selênio, se torna uma estratégia importante. Esses nutrientes ajudam a mitigar os efeitos do estresse térmico, que pode prejudicar a qualidade da casca do ovo. “Microminerais orgânicos são mais eficazmente absorvidos, oferecendo benefícios não apenas para a saúde das aves, mas também para a sustentabilidade ambiental, reduzindo a excreção e o impacto poluente da produção”, explica Capeletto.

O Papel da Nutrição para Melhorar a Atração do Produto

Além de fortalecer a casca, outros fatores também influenciam diretamente a atratividade do ovo para os consumidores. O tamanho do ovo, por exemplo, é um critério fundamental para a lucratividade do produtor. O manejo adequado dos lotes, incluindo genética, temperatura e programas de luz, influencia diretamente o porte do ovo, com categorias que variam de 47,99g (pequeno) a 68g (jumbo), conforme a Portaria SDA nº 747, de 2023.

A coloração da gema também desempenha papel crucial na preferência do consumidor. Ingredientes da ração, como a xantofila presente no milho, são responsáveis pela pigmentação amarela da gema, mas outros ingredientes, como o sorgo, podem alterar essa cor. Estratégias nutricionais focadas na inclusão de carotenoides e outros aditivos podem melhorar a coloração, conferindo ao ovo uma aparência mais atraente, associada à qualidade e bem-estar animal.

A altura do albúmen, medida em Unidades de Haugh (UH), é outro fator importante na avaliação da qualidade do ovo. Atingir valores mais altos de UH indica um ovo mais fresco e de melhor qualidade. No entanto, com o envelhecimento das galinhas e as condições de armazenamento, essas unidades tendem a diminuir. Portanto, garantir a alimentação adequada em todas as fases da vida das aves é essencial para manter a qualidade do albúmen e, consequentemente, a excelência do ovo.

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Soluções Inovadoras para Maximizar a Eficiência Produtiva

A ADM oferece diversas soluções nutricionais para melhorar a produtividade e a saúde das aves de postura. A linha B-TRAXIM, composta por microminerais orgânicos, e o suplemento Perfegg, que visa melhorar a saúde hepática das aves, são exemplos de como a empresa contribui para o aumento da rentabilidade no setor. Além disso, a utilização de aditivos como B-Safe, Premium Acid e Daafit Plus, e a linha fitogênica XTRACT, são estratégias eficazes para manter a saúde intestinal e a produtividade das aves.

“A nutrição equilibrada, desde o início da vida das aves até a fase de postura, é um fator decisivo para o aumento da produção e da longevidade das poedeiras”, conclui Capeletto.

Na ADM, o conceito de EGG QUALITY é central para a otimização da produção. A empresa realiza avaliações constantes junto aos produtores, oferecendo soluções personalizadas para maximizar o desempenho das granjas, garantindo ovos de alta qualidade, com foco no crescimento da sustentabilidade da cadeia produtiva agropecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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