AGRONEGÓCIO

Dia Internacional da Mulher ganha relevância no calendário do setor e presença feminina cresce na produção de flores e plantas

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Da mesma maneira que o Dia Internacional da Mulher ganha protagonismo no calendário do mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais, representando hoje 8% do faturamento anual do setor, cresce também a presença de mulheres nos campos de produção. Hoje, dentro do agronegócio, a floricultura é o segmento que mais emprega mulheres. Nos sítios dos produtores que comercializam seus produtos no Ceaflor, 41% dos postos de trabalho são ocupados por mulheres, nas mais diversas funções.

Vilma de Almeida, por exemplo, é produtora de rosas de corte em Atibaia, mas além de cuidar pessoalmente da plantação, colheita e embalagens das rosas, é também a motorista do caminhão usado para abastecer o box do Ceaflor, onde faz a comercialização há 2 anos. Ela conta que, com exceção do transporte, que só ela faz, as demais atividades envolvem outras cinco mulheres que atuam na propriedade, ratificando a presença feminina na produção de flores e plantas ornamentais no Brasil.

Já a jovem produtora de plantas para paisagismo, Maria Luiza Caetano, de 23 anos, decidiu seguir os passos da mãe, Gilmara, na propriedade da família em Artur Nogueira, interior de São Paulo. A exemplo da produtora de Atibaia, Maria Luiza tem boxes no Ceaflor, onde comercializa os produtos para diferentes regiões do país. Ela conta que trabalha seis dias por semana, sendo três como produtora e três comercializando produtos.

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Nos dias de feira, a partir do Ceaflor saem cerca de 750 caminhões que levam as flores, plantas e acessórios para os quatro cantos do país. E nesta cadeia há também uma forte representação feminina no mercado varejista e de decoração. Írismara Souza Portela Grande é proprietária da Floricultura Azaléia, situada em Caraguatatuba/SP, e toda semana ela vem para o Ceaflor para abastecer o seu negócio. Acompanhada pelo marido, ela viaja na terça-feira dirigindo o próprio caminhão, para no dia seguinte cedinho, às 6h30, fazer suas compras, carregar o caminhão e fazer o caminho de volta.

Homenagem para as mulheres que trabalham com flores

O Dia Internacional da Mulher 2024 está sendo comemorado em grande estilo no Ceaflor, por meio de uma ação inédita. Nas semanas que antecedem a data, o público feminino que circula no mercado está sendo espontaneamente fotografado em momentos do seu trabalho: comprando, dirigindo um caminhão ou vendendo produtos nos boxes do Ceaflor. O registro é feito com uma câmara polaroide, e, imediatamente após, a foto é entregue à homenageada, juntamente com uma rosa e uma mensagem de felicitações pela data. Esse movimento está sendo gravado e postado no Instagram do Ceaflor (@ceaflor), sempre que a homenageada autoriza.

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“Comercialmente, o Dia da Mulher ganha relevância cada vez maior, mas queremos também homenagear o público feminino que atua no segmento e faz essa roda girar. Nossa proposta é dar visibilidade ao dia a dia de trabalho delas em nosso mercado”, destaca Antonio Carlos Rodrigues, presidente do Ceaflor.

Fonte: Ateliê da Notícia

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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