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Dia de Campo em MS destaca genética Nelore e produção de carcaça premium na pecuária brasileira

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A busca por padronização e produção de carne de alta qualidade será o foco do Dia de Campo promovido pela Agropecuária Maragogipe, nesta sexta-feira (15/05), em Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul. O encontro reunirá pecuaristas, técnicos e especialistas do setor para discutir estratégias de melhoramento genético voltadas à produção de carcaças premium na pecuária brasileira.

Realizado na sede da propriedade do criador Wilson Brochmann, o evento terá uma programação técnica voltada à evolução genética do rebanho Nelore Ceip, com destaque para ferramentas de seleção e avaliação de desempenho utilizadas pela fazenda ao longo das últimas décadas.

Entre os palestrantes confirmados está o zootecnista e diretor da Maragogipe, Lucas Marques, responsável por apresentar os processos de seleção genética adotados pela propriedade. A programação também contará com a participação da diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, que detalhará os dados de ultrassonografia de carcaça utilizados no novo Programa Maragogipe Prime.

Segundo os organizadores, o projeto representa um avanço importante para a pecuária de corte, ao incorporar informações inéditas em animais Nelore Ceip por meio de exames realizados em reprodutores e matrizes do plantel.

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Programa Maragogipe Prime aposta em dados de carcaça para elevar qualidade da carne

De acordo com Wilson Brochmann, o objetivo é ampliar a eficiência da seleção genética, priorizando características de alta herdabilidade associadas à produção de carne premium.

“O uso da ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica para acelerar o ganho genético e produzir descendentes superiores”, destaca o criador.

A base genética da fazenda é sustentada pelas fêmeas integrantes do programa DeltaGen, considerado um dos pilares do melhoramento genético desenvolvido pela Maragogipe ao longo de mais de 50 anos.

Leilão ofertará touros, novilhas prenhas e genética superior Nelore Ceip

Após o ciclo de palestras, será realizado o 2º Leilão Maragogipe, com início às 14h, horário de Brasília. Ao todo, serão ofertados 112 animais superiores do rebanho da propriedade.

A oferta inclui:

  • 80 touros da geração 2024;
  • 30 novilhas super precoces prenhas;
  • duas doadoras;
  • pacotes de embriões;
  • exemplares de Jumento Nacional.

Os animais chegam à pista acompanhados de informações adicionais geradas pelo Programa Maragogipe Prime, agregando dados técnicos relacionados à qualidade de carcaça e desempenho genético.

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Evento reúne empresas, centrais de genética e parceiros do agronegócio

O Dia de Campo e o leilão contam com o oferecimento de empresas como Copasul, Friboi, Inbra/Inbeef, IFB, Inframata, Inpasa e Tecnobeef.

O evento também recebe patrocínio de Agro Jangada, Mineração Oroyte, MSD, Shark Tratores e Zoetis, além do apoio de centrais e parceiros ligados ao melhoramento genético, reprodução animal e insumos para a pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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