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Desvalorização nos contratos futuros de açúcar impacta mercados globais; etanol apresenta queda de 3,5%

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Os contratos futuros do açúcar bruto, especialmente o lote março/24, registraram uma nova queda de 62 pontos na ICE Futures de Nova York no último dia 13, encerrando as negociações a 21,97 centavos de dólar por libra-peso. Desde a última sexta-feira, esses contratos vêm apresentando desvalorização, após uma decisão governamental na Índia que privilegiou a produção de açúcar em detrimento do etanol, em um país que se destaca como o segundo maior produtor mundial dessa commodity.

A tela maio/24 da ICE de Nova York também fechou em desvalorização nesta quarta-feira, cotada a 21,19 cts/lb. Outros lotes de açúcar bruto apresentaram recuos entre 26 e 43 pontos.

Na ICE Futures Europe de Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência de queda em todos os lotes. O lote março/24 foi negociado a US$ 627,60 por tonelada, representando uma desvalorização de 12,10 dólares em relação ao dia anterior. O vencimento maio/24 também registrou uma queda de 9,90 dólares, alcançando US$ 611,30 por tonelada. Os demais lotes apresentaram recuos entre 6,20 e 8 dólares.

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No mercado interno, as cotações do açúcar cristal, medida pelo Indicador Cepea/Esalq, apresentaram uma pequena variação positiva. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 154,11, um aumento de 0,07% em comparação com o dia anterior.

Quanto ao etanol hidratado, observou-se uma significativa queda nas cotações nesta quarta-feira (13), conforme indicado pelo Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 1.952,50 o m³, em comparação com os R$ 2.023,50 o m³ praticados no dia anterior, representando uma queda de 3,51%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

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O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

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De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

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Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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