AGRONEGÓCIO

Desfile de touros na ExpoZebu apresenta tendências genéticas para raças de corte

Publicado em

Investir em genética é um caminho promissor para pecuaristas que buscam rebanhos mais produtivos, saudáveis e capazes de oferecer carne de melhor qualidade. Durante a ExpoZebu, um dos eventos mais tradicionais do setor, aconteceu o Desfile de Touros da ABS, em Uberaba (MG), reunindo produtores de todo o país para conferir as tendências em raças de corte. Foram apresentados mais de 50 touros da bateria Corte Zebu da empresa, mostrando tanto a genética já consagrada quanto as novidades para a próxima estação reprodutiva.

“O desfile é o lugar certo para quem quer acelerar o melhoramento genético do rebanho de corte”, disse Gustavo Morales, gerente de Mercado e Contas-Chave Corte da ABS. “Apresentamos os melhores reprodutores da bateria, os mais procurados pelo mercado, com avaliações genéticas atualizadas.”

José Humberto Vilela Martins, de 80 anos e com mais de seis décadas de experiência na seleção de gado Zebu, é um veterano do desfile. “O desfile da ABS se tornou um ponto de encontro de criadores do Brasil inteiro. Todo mundo fica atento à qualidade dos touros apresentados”, destacou o titular da Fazenda Camparino.

Leia Também:  Vidal apresenta três PLs sobre a Causa Animal

O evento atrai tanto criadores pioneiros quanto novas gerações. “Sempre é bom encontrar outros criadores e a equipe técnica da empresa, que nos atende tão bem”, comentou Ricardo Gouveia Filho, do Nelore RG.

Para Rodrigo Bruner, da Tulipa Agropecuária, a importância do evento é clara. “Para quem quer estar na vanguarda do mercado e busca novas tecnologias, este evento é essencial. A ABS já faz a parte difícil de selecionar os melhores touros, e o produtor só precisa escolher o que deseja para sua fazenda”, disse.

O Desfile de Touros da ABS é uma oportunidade única para os pecuaristas acompanharem de perto as tendências do mercado, conhecerem novas linhagens e fazerem contatos valiosos. Com informações detalhadas sobre cada reprodutor, o evento ajuda os criadores a tomar decisões informadas para aprimorar seus rebanhos, garantindo um futuro mais promissor para a pecuária de corte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Published

on

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia Também:  Mercados chineses ampliam perdas, mas Hong Kong avança com expectativa de corte em hipotecas
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia Também:  Clima Seco no Brasil Impulsiona Preços do Café na Manhã de Sexta-Feira (28)
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA