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Desenrola Rural: Nova Proposta Auxilia na Renegociação de Dívidas de Pequenos Produtores Rurais

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (11), o relatório do senador Alan Rick (União-AC) ao Projeto de Lei 2691/2022, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). A proposta institui o Programa Nacional de Recuperação de Crédito dos Pequenos Agricultores — Desenrola Rural — e oferece condições de pagamento mais favoráveis e prazos alongados para o financiamento agrícola.

O senador Alan Rick ressaltou a urgência de encontrar soluções para as dívidas dos pequenos produtores, que enfrentam desafios significativos, como os efeitos da pandemia de Covid-19, flutuações de mercado e desastres climáticos. “Essas adversidades resultaram em dificuldades no planejamento e na incapacidade de pagamento por parte dos agricultores, apesar da disposição de honrar seus compromissos financeiros”, explicou.

Por sua vez, o autor da proposta, senador Mecias de Jesus, afirmou que a renegociação das dívidas permitirá aos produtores reestruturar suas finanças, aliviando a pressão imediata e permitindo que retornem aos investimentos na produção e no beneficiamento de seus produtos. “Com condições mais favoráveis e prazos mais longos, os agricultores poderão recuperar sua capacidade produtiva e financeira, resultando em um aumento na produção de alimentos e gerando mais renda para as economias locais. Isso contribuirá para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais”, afirmou Mecias.

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Funcionamento do Desenrola Rural

O programa propõe um mecanismo para que instituições financeiras renegociem as dívidas dos pequenos agricultores, com incentivos tributários. O modelo prevê a geração de crédito presumido na apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a fim de cobrir os custos da renegociação. A medida visa estimular os bancos a aderirem ao programa, promovendo uma solução que beneficie todas as partes envolvidas.

Outro ponto importante do projeto é a reabertura dos prazos para a renegociação das dívidas dos fundos constitucionais de desenvolvimento regional, fundamentais para a agropecuária nas regiões mais carentes do Brasil. Também será possível renegociar os saldos devedores do Fundo de Terras, utilizado por agricultores para financiar o acesso à propriedade rural.

“Esta proposta visa estimular as instituições financeiras a negociar individualmente com os pequenos agricultores, oferecendo benefícios tributários como contrapartida. Esses benefícios serão definidos pelo Poder Executivo, conforme as possibilidades orçamentárias”, explicou Alan Rick.

O senador enfatizou a importância dos agricultores familiares e pequenos produtores, responsáveis por uma parte significativa da produção de alimentos no Brasil e por gerarem emprego e renda nas economias locais. Sem o crédito rural, o potencial produtivo do setor fica comprometido. No estado do Acre, por exemplo, foram contratados R$ 436 milhões em crédito rural para a safra 2023/2024, enquanto, a nível nacional, o valor chega a cerca de R$ 60 bilhões.

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“Sem o crédito rural, nossa capacidade produtiva fica comprometida. Esta proposição visa garantir que os agricultores não percam o acesso ao crédito, o que evitará a queda na produção alimentar”, concluiu o senador.

Próximos Passos

Com a aprovação na Comissão de Agricultura, o Projeto de Lei 2691/2022 segue para análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil se prepara para plantar quase 50 milhões de hectares de soja na safra 2026/2027

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O Brasil começa a preparar o plantio da safra de soja 2026/27 depois de colher a maior produção de sua história e com uma área cultivada próxima de 50 milhões de hectares. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não divulgou sua primeira estimativa oficial para a nova temporada, mas a dimensão alcançada pela cultura mostra o tamanho do desafio que estará no campo a partir de setembro: manter a produtividade e a rentabilidade em um ciclo marcado por margens mais apertadas e maior cautela dos produtores.

As primeiras projeções privadas convergem para uma área entre 49 milhões e 49,5 milhões de hectares. A AgRural estima 49,006 milhões de hectares, crescimento de 0,9% sobre a temporada anterior. A StoneX trabalha com 49,5 milhões de hectares, alta de 0,76%, enquanto a Hedgepoint Global Markets projeta 49,2 milhões.

Apesar das diferenças entre os levantamentos, todos apontam para o mesmo cenário: a soja continuará avançando sobre novas áreas, mas em ritmo bem mais lento.

Pela estimativa da AgRural, serão acrescentados aproximadamente 443 mil hectares. Seria o 20º ano consecutivo de expansão da soja no Brasil, porém com o menor crescimento anual de área das últimas duas décadas.

A desaceleração representa uma mudança importante para uma cultura que avançou rapidamente pelo território brasileiro nos últimos anos. Desta vez, a decisão de plantar mais está esbarrando principalmente na rentabilidade esperada para a próxima temporada.

Preços menos favoráveis, fertilizantes e outros insumos ainda caros, maior endividamento e dificuldade de acesso ao crédito levam parte dos produtores a evitar expansões mais agressivas. Em algumas regiões, a estratégia pode passar pela manutenção da área e por ajustes no pacote tecnológico utilizado nas lavouras.

Mesmo assim, as primeiras projeções continuam apontando para uma produção próxima ou superior ao recorde atual.

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A StoneX estima 183,1 milhões de toneladas de soja em 2026/27, com produtividade média próxima de 3,7 toneladas por hectare. Se confirmada, seria uma nova máxima para a produção brasileira.

A Hedgepoint trabalha com um cenário mais conservador. A consultoria projeta 181,7 milhões de toneladas, praticamente estáveis em relação às 181,5 milhões estimadas para a temporada anterior. A produtividade média cairia de 3,72 para 3,69 toneladas por hectare.

A diferença entre as projeções mostra que o tamanho da próxima safra dependerá muito mais do rendimento das lavouras do que de uma grande expansão territorial.

Mato Grosso deve plantar mais de 13 milhões de hectares

No maior Estado produtor, a expansão também perdeu velocidade. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que Mato Grosso plante 13,05 milhões de hectares de soja na safra 2026/27.

A produtividade está projetada em 62,44 sacas por hectare e a produção, em 48,88 milhões de toneladas.

Sozinho, Mato Grosso deverá concentrar mais de um quarto de toda a área brasileira destinada à oleaginosa. O Estado também será um dos primeiros a colocar as máquinas no campo depois do fim do vazio sanitário.

A partir de 7 de setembro, a semeadura estará legalmente autorizada em Mato Grosso. O início efetivo dos trabalhos, entretanto, dependerá da chegada e da regularidade das chuvas. Entrar cedo demais com as plantadeiras sem umidade suficiente no solo aumenta o risco de falhas na germinação e necessidade de replantio.

O clima será, portanto, uma das principais variáveis da temporada. As estimativas iniciais trabalham com condições que permitam produtividades próximas dos níveis elevados registrados nas últimas safras, mas eventuais irregularidades nas chuvas podem alterar rapidamente esse cenário.

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O comportamento do clima também interfere na janela da segunda safra. Quanto mais cedo a soja for semeada e colhida dentro de condições adequadas, maior tende a ser a janela disponível posteriormente para o milho e o algodão.

Abertura nacional será em 17 de setembro

O início da nova temporada será marcado pela Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, programada para 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (440 km da capital Cuiabá), em Mato Grosso.

O encontro reunirá produtores, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva e terá como tema central a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

A escolha do tema acompanha uma mudança importante na demanda pela oleaginosa. Além das exportações do grão e da utilização do farelo na alimentação animal, o óleo de soja ganha importância com a expansão dos biocombustíveis.

O crescimento do processamento também ocorre no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta aumento do esmagamento mundial de soja na temporada 2026/27, sustentado pela maior demanda por farelo e óleo.

Para o produtor brasileiro, entretanto, a primeira decisão está mais próxima: definir quanto investir na lavoura que começará a ser implantada nas próximas semanas.

A área deverá novamente bater recorde, mas a expansão de menos de 1% prevista por algumas consultorias mostra uma safra diferente das anteriores. Depois de duas décadas avançando rapidamente, a soja entra em 2026/27 com o produtor mais preocupado em preservar margem e produtividade do que simplesmente colocar novos hectares em produção.

Serviço

Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27
Data: 17 de setembro
Horário: 8h, horário de Mato Grosso
Local: Fazenda Horizontina, Ipiranga do Norte (MT)

Fonte: Pensar Agro

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