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Desempenho exportador das carnes nas quatro primeiras semanas de julho corrente

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Independentemente de como se comportem os embarques das carnes bovina, suína e de frango nestes três derradeiros dias de julho corrente, as três fecham o mês com volume superior ao de julho de 2023.

Aliás, computados os 20 primeiros dias úteis do mês, as carnes bovina e suína já superaram os níveis de um ano atrás. O volume de carne bovina é mais de um terço (34,10%) maior que o de julho/23. E o de carne suína ultrapassa em 10,38% o que foi exportado no mesmo mês do ano passado.

Só a carne de frango ainda se encontra com volume inferior. Mas a diferença de volume em relação a julho/23 é de apenas 1,5%, correspondendo a apenas 6,3 mil toneladas a menos. Ou seja: é resultado facilmente preenchível neste final de mês, pois a média embarcada nas quatro primeiras semanas do mês ficou próxima das 20 mil toneladas diárias.

Embora paulatinas e discretas, há melhoras também no preço médio das três carnes. Quer dizer: as três continuam com preços inferiores aos de um ano atrás, mas as diferenças a menos agora registradas atingem patamares inferiores aos de meses anteriores.

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Tal desempenho, combinado ao fato de julho corrente ter três embarques a mais que julho/23 garante avanços também na receita cambial, desta vez com a participação não só da carne bovina, cuja receita atual já é quase 25% superior à de um ano atrás.

Assim, a receita da carne suína já é 7% maior que a de julho/23, enquanto a da carne de frango se encontra a 96% do total registrado um ano atrás, índice que deve ser neutralizado nestes três últimos dias do mês.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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