AGRONEGÓCIO

Desempenho do frango abatido na 45ª semana de 2024, segunda do mês de novembro

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No decorrer da segunda semana de novembro, 45ª de 2024, o frango abatido rompeu uma estabilidade que durava há, praticamente, 400 dias: na quarta-feira (6) alcançou no atacado paulista o valor de R$8,01/kg, primeira vez desde o início de outubro de 2023 em que foi comercializado acima da faixa dos R$7,00/kg e, naturalmente, novo recorde no ano.

Comparativamente ao mesmo dia do ano passado a diferença foi significativa superior a 10%, pois então – contrariamente ao que agora ocorre – o momento foi de baixa. De toda forma é oportuno ressaltar que o recorde atual se refere apenas a 2024, pois dois anos atrás os preços do frango abatido permaneceram na faixa dos R$8,00/kg por quatro meses, entre julho e outubro, chegando a ser comercializado por R$8,20/kg.

Graças à forte valorização na semana, o frango abatido fecha o primeiro decêndio de novembro com um valor médio – R$7,853/kg – que representa valorização de quase 4% sobre o mês anterior e de pouco mais de 6% sobre novembro de 2023.

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É sempre oportuno registrar que o frango não está sozinho nessa arrancada. Vem apenas acompanhando – de certa forma, à distância – o avançar do boi e do suíno, cujos preços (animal vivo) registram no momento valorização anual de 38% e 45%, respectivamente. Ou seja: o frango, com seus pouco mais de 6% de valorização, sequer acompanha sua principal matéria-prima, o milho, cujos preços se encontram mais de 20% acima dos registrados um ano atrás.

Frango vivo

No momento, o frango vivo registra o mesmo índice de evolução de preço do frango abatido: +6%. Mas essa valorização permanece aplicável apenas ao mesmo mês do ano passado, porquanto em termos mensais seus preços permanecem inalterados – ao redor dos R$5,50/kg – há mais de 90 dias, isto é, desde o início de agosto passado.

Isto em São Paulo, porque em Minas Gerais o valor médio registrado continua nos R$5,40/kg há mais de cinco semanas (desde o início de outubro),

Nas duas praças o mercado continua firme, absorvendo praticamente toda a produção ofertada. Mas, apesar de virem tentando, os produtores não conseguem obter reajuste para o seu produto (pois o custo vem aumentando), prevalecendo a tendência de estabilidade por mais tempo.

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Registre-se, de toda forma, que no ano o frango vivo acumula ganho de preço ligeiramente superior ao do abatido. Este, por ora, alcança preço menos de 5% superior ao alcançado em dezembro de 2023. Já a valorização da ave viva no ano gira em torno dos 6,5%.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo

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A escalada nos preços dos fertilizantes, impulsionada por tensões geopolíticas e pela instabilidade nas cadeias globais de suprimento, acende um alerta para o agronegócio brasileiro. Com projeções de novos recordes de preços, produtores rurais precisam adotar estratégias mais eficientes para garantir rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.

Diante desse cenário, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou recomendações técnicas voltadas ao uso racional de insumos e à melhoria da eficiência produtiva no campo.

Uso eficiente de fertilizantes é prioridade em cenário de crise global

Segundo o pesquisador da área de solos e vice-coordenador do IAC, Heitor Cantarella, o momento exige decisões mais técnicas e estratégicas dentro da porteira.

“Nosso objetivo é orientar os agricultores diante da provável alta dos fertilizantes, resultado de conflitos internacionais que afetam rotas logísticas e a própria produção de insumos”, explica o especialista.

O cenário é agravado pela dependência brasileira: cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, muitos deles transportados por rotas estratégicas afetadas por instabilidades geopolíticas.

3 recomendações do IAC para reduzir custos e aumentar eficiência no campo

O Instituto Agronômico destaca três medidas centrais que podem ajudar o produtor rural a enfrentar o aumento dos custos sem comprometer a produtividade.

1. Análise de solo como base da adubação racional

A primeira orientação é a realização de análise de solo detalhada. A prática permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da área, evitando desperdícios e aplicações desnecessárias.

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Com base nesse diagnóstico, o produtor consegue aplicar o fertilizante correto, na dose adequada e no local apropriado, otimizando o investimento.

2. Calagem melhora aproveitamento dos nutrientes e reduz custos

A segunda recomendação é a adoção da calagem, prática que corrige a acidez do solo e melhora a eficiência da adubação.

O calcário, insumo abundante e de produção nacional, contribui para:

    • Correção da acidez do solo
    • Neutralização da toxidez por alumínio
    • Maior desenvolvimento radicular das plantas
    • Aumento da disponibilidade de fósforo e outros nutrientes
    • Fornecimento de cálcio e magnésio

Além dos benefícios agronômicos, a calagem apresenta custo relativamente baixo quando comparada aos fertilizantes importados, tornando-se uma alternativa estratégica em períodos de alta nos insumos.

3. Boas práticas agrícolas e conceito 4C de manejo

O IAC também reforça a importância da adoção das boas práticas agrícolas, baseadas no conceito conhecido como 4C:

    • Dose certa
    • Fonte certa
    • Época certa
    • Local certo

Esses princípios são fundamentais para aumentar a eficiência do uso de fertilizantes e evitar perdas econômicas.

Além disso, o instituto destaca a importância da economia circular no campo, com o aproveitamento de resíduos orgânicos como estercos e compostos produzidos na própria propriedade.

Cenário internacional pressiona preços e amplia incertezas

A instabilidade no mercado global de fertilizantes tem impacto direto sobre o Brasil. A guerra entre Estados Unidos e Irã afetou rotas comerciais estratégicas e elevou custos logísticos e de produção.

Um dos principais pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e matérias-primas usadas na produção de fertilizantes nitrogenados.

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De acordo com o IAC, o preço do enxofre — insumo fundamental para fertilizantes fosfatados — já registrou altas entre 300% e 400% desde o início do conflito.

Impactos podem atingir cadeia produtiva e inflação

A elevação dos custos de produção gera efeitos em cadeia. Caso o aumento seja repassado ao consumidor, há risco de pressão inflacionária. Por outro lado, se o produtor não conseguir repassar os custos, a rentabilidade da atividade agrícola pode ser comprometida, ampliando o endividamento no campo.

Outro fator de preocupação é o momento de baixa nos preços das commodities agrícolas, o que reduz ainda mais as margens do produtor rural.

IAC reforça papel estratégico da pesquisa no apoio ao produtor

Para o Instituto Agronômico, o cenário atual reforça a importância da pesquisa aplicada na agricultura.

Segundo Cantarella, instituições como o IAC têm papel fundamental ao traduzir conhecimento técnico em soluções práticas para o campo, especialmente em momentos de instabilidade global.

“O uso de tecnologias já consolidadas é essencial para orientar o produtor e ajudá-lo a atravessar períodos de crise com maior segurança”, destaca o pesquisador.

Conclusão

Em meio à volatilidade dos preços dos fertilizantes e às incertezas do mercado internacional, o IAC reforça que eficiência agronômica, manejo adequado do solo e uso racional de insumos são os principais caminhos para manter a competitividade da agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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