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Desempenho do frango abatido em outubro e nos 10 primeiros meses de 2023

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Assim, após ter descido ao fundo do poço em julho (menor valor em quase três anos, ou seja, desde o segundo trimestre de 2020, ocasião em que o setor enfrentava os problemas decorrentes da pandemia de Covid-19), em um trimestre o produto acumula recuperação de quase 25%.

É verdade que a valorização mensal obtida em outubro – +2,96% – foi mais moderada que a registrada nos dois meses anteriores – +9,01% em agosto; +10,94% em setembro. Mas preserva a competitividade do frango e ainda que o valor médio do mês tenha permanecido aquém do registrado há um ano, alcança no momento o menor índice de redução (-9,94%) dos últimos sete meses.

O destaque, porém, vai para a maior estabilidade do mercado no decorrer do mês. Assim, ainda que não tenha ocorrido um pico excepcional de preços, os valores abaixo da média também foram pouco expressivos. Exemplificando, em março deste ano o pico de preços do mês ficou quase 15% acima da média, mas o mínimo registrado foi 10% inferior à média – amplitude de, praticamente, 25 pontos percentuais. Já em outubro, mínimo e máximo variaram, respectivamente, 4% e 1,5% abaixo e acima da média – amplitude inferior a seis pontos percentuais.

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Em função do resultado mais recente, a média registrada nos 10 primeiros meses de 2023, de R$6,70/kg, se encontra, nominalmente, 10,70% abaixo da registrada em idêntico período do ano passado. Corresponde também ao menor valor do último triênio, já que o valor médio alcançado entre janeiro e outubro de 2021 foi de R$7,19/kg.

Por sinal, a despeito ter-se valorizado quase 25% nos últimos três meses, o valor do frango abatido neste último outubro ainda permanece 12% abaixo do registrado dois anos atrás, em outubro de 2021.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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