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Desafios para o Trigo: Preços atuais não estimulam expansão da área de plantio

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Análise do Mercado

Os preços do trigo enfrentam dificuldades para estimular um aumento na área de plantio para a safra 2024 devido à baixa liquidez no mercado interno e à ampla oferta russa do cereal. No Brasil, os preços domésticos do trigo apresentaram queda, refletindo a tendência internacional. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, os preços registraram uma baixa de 2% nos últimos 30 dias, atingindo cerca de R$ 1.173 por tonelada.

Previsões e Desafios

A CONAB revisou para baixo a estimativa da área total para a próxima safra de trigo, atribuindo a redução a preços desfavoráveis e a uma relação desfavorável de troca com os insumos. Embora a área de cultivo seja menor, a expectativa é de um aumento na produção, impulsionado pela qualidade e produtividade favorecidas pelo fenômeno climático La Niña.

Exportações e Importações

As exportações de trigo apresentaram uma desaceleração, mas permanecem em níveis favoráveis. A relocação das rotas e fretes cria oportunidades para vendas a custos menores para países asiáticos. Enquanto isso, as importações cresceram significativamente nos primeiros dois meses do ano, impulsionadas pela necessidade da indústria de adquirir trigo de qualidade.

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Cenário Internacional e Nacional

No mercado internacional, incertezas políticas na região do Mar Negro podem gerar volatilidade nos preços. Enquanto isso, nos EUA, as exportações mais lentas estão aumentando os estoques locais, pressionando as cotações na CBOT. No Brasil, as importações da Argentina devem se manter firmes devido à dificuldade de encontrar trigo de qualidade localmente, o que não sugere aumentos significativos nos preços no curto e médio prazo.

Perspectivas

Para a indústria, o cenário atual pode aliviar a pressão da inflação dos alimentos, enquanto para os produtores, as margens podem permanecer apertadas ao longo da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda nas importações de fertilizantes coloca abastecimento da safra 2026/27 no radar do agronegócio

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As importações brasileiras de fertilizantes registraram forte retração no primeiro semestre de 2026, aumentando as preocupações do setor quanto ao abastecimento da safra 2026/27. Levantamento da StoneX mostra que os desembarques das principais matérias-primas importadas pelo Brasil recuaram 8,6% entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o cenário reflete um comportamento mais cauteloso dos compradores brasileiros diante das incertezas geopolíticas, da volatilidade dos preços internacionais e das relações de troca desfavoráveis observadas ao longo dos últimos meses.

A combinação desses fatores levou produtores e distribuidores a postergarem negociações, reduzindo o ritmo das importações e pressionando os volumes desembarcados no país.

Ureia, MAP e nitrato de amônio lideram as quedas

Entre os principais fertilizantes importados, a ureia apresentou a maior retração entre os nitrogenados.

Os volumes importados ficaram 32% abaixo dos registrados no primeiro semestre de 2025, refletindo a desaceleração das compras em meio ao ambiente de incertezas.

Nos fertilizantes fosfatados, o MAP (fosfato monoamônico) também registrou queda expressiva, com recuo de 24% na comparação anual.

Outro destaque negativo foi o nitrato de amônio, cujas importações diminuíram 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

A redução nos desembarques dessas matérias-primas ocorre justamente em um momento estratégico para a preparação da próxima safra agrícola.

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Escassez global de enxofre pressiona mercado de fosfatados

Outro fator que preocupa o setor é a forte redução das importações de enxofre, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados.

Segundo a StoneX, os desembarques do produto ficaram cerca de 42% abaixo do registrado entre janeiro e junho de 2025.

A escassez internacional da matéria-prima tem levado diversos fabricantes ao redor do mundo a reduzirem suas taxas de operação, restringindo ainda mais a oferta global de fertilizantes fosfatados.

Esse cenário aumenta o risco de novos ajustes nos preços e pode dificultar o abastecimento do mercado brasileiro nos próximos meses.

Cloreto de potássio e TSP seguem na contramão

Nem todos os segmentos apresentaram retração.

As importações de cloreto de potássio (KCl) cresceram em relação ao ano passado, impulsionadas por condições de compra mais favoráveis e relações de troca consideradas mais atrativas para os produtores brasileiros.

Outro destaque positivo foi o TSP (Superfosfato Triplo), cuja demanda aumentou diante da menor disponibilidade global de MAP e DAP. Com a oferta desses fertilizantes mais restrita, parte dos compradores brasileiros passou a utilizar o TSP como alternativa para suprir suas necessidades de fósforo.

Janela de importação para a safra 2026/27 fica mais apertada

A StoneX alerta que o tempo disponível para garantir o abastecimento da safra 2026/27 está diminuindo rapidamente.

No mercado de nitrogenados, as importações normalmente ganham força entre junho e julho, atingindo seu pico até dezembro, período em que empresas recompõem estoques para atender principalmente a segunda safra.

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Já nos fertilizantes fosfatados, o cenário exige maior atenção. Historicamente, a maior parte das aquisições ocorre entre abril e agosto, permitindo que os produtos estejam disponíveis para uso entre setembro e outubro, quando se intensifica o plantio das principais culturas.

Com o atraso nas compras observado em 2026, importadores deverão acelerar significativamente o ritmo das negociações nas próximas semanas para evitar riscos de abastecimento.

Mercado acompanha geopolítica e logística internacional

Além da demanda doméstica, o mercado global de fertilizantes continua monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, região estratégica para a produção e exportação de diversas matérias-primas utilizadas na fabricação de adubos.

A instabilidade geopolítica, somada às restrições logísticas e à oferta mais limitada de alguns insumos, mantém o mercado internacional em estado de atenção e pode influenciar tanto os preços quanto a disponibilidade de fertilizantes ao longo do segundo semestre.

Caso o ritmo das importações brasileiras não seja retomado nas próximas semanas, o setor poderá enfrentar um cenário de maior pressão sobre custos e desafios logísticos justamente no período mais importante para o abastecimento da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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