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Desafios Fitossanitários na Agricultura: Orientações para Produtores de Hortaliças e Frutas

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Produtores rurais dedicados ao cultivo de hortaliças e frutas enfrentam desafios significativos ao lidar com defensivos agrícolas. Apesar da diversidade de opções disponíveis no mercado, algumas culturas ainda carecem de suporte fitossanitário adequado, o que gera incertezas entre os agricultores. Esse cenário demanda atenção e orientação especializada para garantir um manejo assertivo.

Desafios e Dicas

José Orlando Sartori, consultor com vasta experiência na área, destaca duas razões fundamentais para as dúvidas recorrentes dos produtores. A escassez de produtos registrados para controle de pragas, especialmente em culturas menores, como cebolinha e acerola, muitas vezes leva os agricultores a recorrerem a soluções destinadas a outros grupos de culturas. Além disso, o uso inadequado dos defensivos agrícolas, incluindo a não observância das doses recomendadas, do número máximo de aplicações e dos intervalos de segurança, também contribui para a complexidade do manejo.

Regulamentação e Soluções

A obtenção do registro de um novo defensivo para uma determinada cultura demanda investimento considerável e um extenso processo de estudos. Manuela Dodo, com vasta experiência em assuntos regulatórios, ressalta a complexidade desse procedimento, que muitas vezes se torna um obstáculo para a abrangência de produtos em diversas culturas.

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Iniciativas Governamentais

Visando mitigar esses desafios, o Governo Federal estabeleceu procedimentos específicos para Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFI). Essa resolução, em vigor desde 2010, categoriza as culturas em sete grupos principais e introduz subdivisões para facilitar a regulamentação e o registro de defensivos.

Orientações Cruciais

Para evitar o uso incorreto dos defensivos, é essencial seguir algumas diretrizes. Utilizar produtos autorizados pela Anvisa, respeitar as doses recomendadas, o número máximo de aplicações e os intervalos de segurança são passos fundamentais. O descumprimento desses parâmetros pode resultar em resíduos acima dos limites permitidos, prejudicando tanto a viabilidade econômica da produção quanto a segurança alimentar.

Produção Convencional x Orgânica

Embora o manejo orgânico tenha ganhado espaço no mercado, sua prática em áreas menores dificulta a produção em grande escala. Por outro lado, o manejo convencional, seguindo boas práticas agrícolas e utilizando produtos legalizados, permite uma maior produtividade e oferta ao comércio. Ambos os modelos de produção têm seu espaço e importância, complementando-se para atender às diferentes demandas do mercado.

Considerações Finais

É essencial reconhecer que a produção orgânica e convencional são abordagens distintas, cada uma com suas vantagens e desafios. Coexistindo harmoniosamente, esses modelos contribuem para uma agricultura diversificada e sustentável, garantindo tanto a segurança dos alimentos quanto a viabilidade econômica das atividades agrícolas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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