AGRONEGÓCIO

Desafios e Perspectivas: Soja Registra Queda nos Preços Internos e Externos

Publicado em

A Consultoria Agro do Itaú BBA apresenta sua análise mensal sobre o mercado da soja, destacando os desafios enfrentados pelos produtores diante da recente queda nos preços internos e externos, além das perspectivas para a colheita brasileira em 2024.

Desvalorização dos Preços e Tendências Climáticas

No mês de janeiro, o contrato de primeiro vencimento da soja em Chicago registrou uma desvalorização significativa de 6,2%, atingindo USD 12,29/bu. No mercado interno brasileiro, a queda foi ainda mais expressiva, com os preços internos da soja diminuindo cerca de R$ 24/saca, representando uma redução de 20%, com cotações em Sorriso abaixo de R$ 100/saca. A colheita antecipada da soja no Brasil, especialmente nos estados do Sudeste e Paraná, contribui para esse cenário.

Em fevereiro, a desvalorização persistiu, atingindo uma média de USD 11,72/bu, refletindo um padrão climático mais favorável em algumas regiões produtoras brasileiras. A expectativa é que as produções de Argentina e Paraguai compensem a quebra brasileira, especialmente diante da demanda mais lenta por parte da China.

Leia Também:  Perspectivas econômicas globais: OCDE prevê crescimento do PIB Mundial de 2,9% em 2023 e 2,7% em 2024
Colheita e Desafios Regionais

Até o último dia 24, 38% da safra brasileira havia sido colhida, com destaque para o rápido avanço nos estados do Paraná e Sudeste. No entanto, alguns estados, como Mato Grosso e Goiás, enfrentaram desafios, especialmente nas lavouras precoces. O retorno das chuvas em dezembro beneficiou as lavouras tardias, mas o clima quente e seco impactou a produtividade em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Perspectivas e Comercialização

A primeira estimativa para a safra 2024/25 nos Estados Unidos indica um aumento na área plantada com soja, de acordo com dados do USDA Outlook Forum. No entanto, o ritmo de vendas no Brasil, especialmente no Mato Grosso, está abaixo da média das últimas cinco safras. O USDA revisou para baixo a estimativa para a safra brasileira, enquanto a produção argentina também sofreu redução devido às condições climáticas.

Diante da estimativa de 153 MM t para a produção nacional, há ainda cerca de 91MMt de soja a serem comercializadas neste ciclo, gerando o desafio de evitar a concentração das vendas em um curto período, o que pode pressionar os prêmios.

Leia Também:  Klabin registra EBITDA ajustado de R$ 1,652 bilhão no primeiro trimestre de 2024
Expectativas para 2024/25

Conforme discutido no Radar Agro Safra Americana 2024/25, a expectativa é de um aumento de 5% na área plantada com soja em 2024/25, alcançando 35,4 MM ha, devido à melhor rentabilidade em comparação com o milho. Essa projeção se baseia em modelos estatísticos, sem a coleta de informações de campo.

A Consultoria Agro do Itaú BBA reforça a importância de monitorar as tendências do mercado da soja, considerando os desafios atuais e as perspectivas para o próximo ciclo agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

Published

on

O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

Leia Também:  Queda de 1% na paridade das exportações de algodão de Mato Grosso

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

Leia Também:  Mercado interno do algodão registra alta e anima produtores

A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA