AGRONEGÓCIO

Desafios e Inovações no Financiamento Agrícola com o Fim do Plano Safra

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento decisivo com a interrupção do Plano Safra para 2025, conforme destacou Gustavo Alves, bacharel em agronomia, produtor rural e CEO da Nagro. Desde 2003, o programa garantiu previsibilidade e crédito com juros reduzidos ao setor. Sua suspensão impõe desafios, principalmente para pequenos e médios produtores, que precisarão buscar novas alternativas no mercado financeiro.

Sem o Plano Safra, o custo do crédito agrícola deve aumentar, levando os produtores a recorrerem a bancos tradicionais ou a soluções inovadoras. Nesse cenário, as fintechs especializadas em financiamento agro emergem como uma alternativa promissora, proporcionando maior agilidade e digitalização no acesso aos recursos. No entanto, um dos principais desafios será a taxa de juros, já que o programa oferecia condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado.

Para manter a sustentabilidade do setor, será fundamental diversificar as fontes de financiamento. Muitos produtores precisarão captar recursos em diferentes instituições para alcançar o montante necessário, o que pode elevar os custos. A tokenização de ativos rurais surge como uma inovação estratégica, permitindo o acesso a investidores globais e aumentando a liquidez do setor.

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A adaptação a esse novo cenário exigirá uma mudança de mentalidade e abertura para novas possibilidades. As fintechs e a digitalização do crédito agro serão peças-chave para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro diante dessas transformações.

“A pausa do Plano Safra marca um novo capítulo para o financiamento agrícola no Brasil. A transição demandará inovação e uma postura mais aberta às oportunidades que o mercado financeiro pode oferecer. Produtores mais conservadores precisarão se adaptar, e para isso, as empresas devem aprimorar sua comunicação. As fintechs e a digitalização do crédito agro serão fundamentais para manter a sustentabilidade e competitividade do setor nesse cenário de mudanças inevitáveis”, conclui Alves.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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