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Desafios e Estratégias para Maximizar a Produtividade da Soja no Brasil

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A próxima safra de soja (2024/2025) no Brasil, com uma área estimada em 47,7 milhões de hectares e uma produção projetada de 166,28 milhões de toneladas, apresenta-se como um desafio significativo devido às mudanças climáticas em curso, cujos efeitos adversos variam entre as diferentes regiões do país. A análise realizada por João Vitor Ganem e Décio Gazzoni, do Centro de Estudos e Pesquisas da Soja (CESB), ressalta a necessidade de os produtores se prepararem adequadamente para enfrentar essas adversidades.

Para alcançar altas produtividades na soja, é fundamental considerar uma combinação de fatores agronômicos, técnicos e ambientais. Entre os principais pontos destacados, estão:

  1. Seleção de Cultivares: É essencial seguir as recomendações do Zoneamento de Risco Climático (ZARC), optando por cultivares adaptadas ao clima e ao solo da região. As cultivares devem apresentar resistência a doenças e pragas, além de potencial para boa produtividade e vigor. O replantio, em condições adversas, implica custos adicionais e incertezas quanto a uma segunda chance.
  2. Densidade de Plantio: A densidade ideal pode variar, sendo crucial evitar tanto a superlotação quanto o espaçamento excessivo para maximizar a produção por unidade de área. Aspectos como ciclo, altitude e amplitude térmica devem ser considerados.
  3. Manejo do Solo: A adoção de práticas de plantio direto na palha melhora a aeração e a capacidade de retenção de água do solo, favorecendo o desenvolvimento das raízes. A correção do pH e a adubação adequada também são fundamentais.
  4. Correção do Solo e Adubação: A soja requer uma quantidade balanceada de nitrogênio, fósforo e potássio, além de micronutrientes. O uso de inoculantes e co-inoculantes possibilita a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo custos e promovendo o aumento da produção de raízes.
  5. Manejo de Água: A soja necessita de um suprimento adequado de água, especialmente durante a floração e a formação dos grãos. O manejo eficiente da irrigação é essencial para evitar estresses hídricos, e o manejo do solo em cultivos sequeiros pode aumentar a disponibilidade de água.
  6. Controle de Pragas e Doenças: A vigilância e o controle de pragas e doenças são essenciais para proteger a cultura e garantir boa produtividade. Práticas integradas de manejo de pragas, juntamente com a escolha de cultivares resistentes, ajudam a preservar a capacidade fotossintética e a minimizar estresses térmicos.
  7. Controle de Plantas Daninhas: As plantas daninhas competem com a soja por recursos essenciais. O manejo eficiente, por meio de herbicidas e outras técnicas, é necessário para evitar perdas na produtividade, especialmente nas fases iniciais do cultivo.
  8. Rotação de Culturas: Alternar a soja com outras culturas melhora a saúde do solo e reduz a incidência de pragas e doenças. O uso de plantas melhoradoras contribui para um perfil de solo mais adequado, favorecendo a reciclagem de nutrientes.
  9. Colheita: Realizar a colheita no momento adequado é crucial. A manutenção adequada do maquinário e a observação das condições climáticas ajudam a minimizar perdas.
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Integrar essas práticas e monitorar continuamente as condições da lavoura são estratégias eficazes para garantir altas produtividades na soja.

CAMPEÕES CESB – SAFRA 2023/2024

A última safra foi marcada por condições climáticas extremas em todo o Brasil. A boa estruturação do solo, aliada a técnicas corretas de manejo, foi crucial para garantir altos rendimentos e a sustentabilidade da sojicultura.

Os especialistas do CESB indicam que fatores manejáveis, como a qualidade do solo e das plantas, foram responsáveis por 50% da eficiência do ambiente de produção. Isso possibilitou que os campeões de produtividade enfrentassem as adversidades climáticas, criando condições menos restritivas para a expressão do potencial produtivo e reduzindo estresses hídricos e bióticos.

Os dados detalhados sobre as práticas dos campeões estão disponíveis no site do CESB e mostram as condições e estratégias que possibilitaram resultados significativamente acima das médias regionais e nacionais.

O CESB é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) composta por 20 especialistas e 21 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos altos índices de produtividade de soja no Brasil, incluindo empresas como BASF, BAYER, SYNGENTA, entre outras. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3418-2021 ou pelo site www.cesbrasil.org.br.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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